terça-feira, 30 de julho de 2013

Curso de Relações Internacionais da UNAMA no 4º Encontro Nacional da ABRI.

Prof. MSc. Mário Tito Almeida.

                Nos dias 23 a 26 de julho participei do 4º Encontro Nacional da Associação Brasileira de Relações Internacionais, principal entidade da área no Brasil, do qual sou Membro Pleno por ser pesquisador de temas de RI. Minha participação deu-se nessa condição, além na de Coordenador do Curso de RI da Unama e de Assessor de Relações Internacionais da Instituição. Além disso, tive um artigo aprovado para apresentação no Painel “Amazônia: Governança, segurança e democracia”, intitulado “As Organizações Internacionais e a segurança humana na Amazônia: desafios e perspectivas”.
            Vários foram os eventos de relevância, alguns, inclusive, em horários coincidentes. Destaco pelo menos quatro: a Reunião de Coordenadores de Cursos de RI de todo o Brasil, a Mesa Redonda sobre o Ensino em Relações Internacionais no Brasil, a Mesa Redonda sobre Teoria e Epistemologia nas Relações Internacionais hoje e o Painel sobre a Amazônia, no qual apresentei meu trabalho.
            A reunião dos coordenadores foi altamente proveitosa. Além dos contatos e da troca de experiências, foi comunicado que as Diretrizes Curriculares Nacionais (documento que balizará daqui pra frente o direcionamento comuns das disciplinas e dos componentes curriculares de RI e que garantirá a definição da especificidade de cada curso no Brasil) já estão sob análise do MEC e há boas perspectivas para sua aprovação. Além disso, um fato importante foi a criação do Fórum de Coordenadores de Graduação de RI para a institucionalização dos procedimentos e do enriquecimento mútuo, de modo a fortalecer a área.
            Durante as duas mesas redondas (Ensino de RI e Teorias de RI), ficou claro que, na Unama, estamos no caminho certo. Além dos desafios da área de RI, que cresce em todo mundo e no Brasil, e das perspectivas do campo em nível profissional, destacou-se a necessidade de cada Curso atender às demandas da própria região com sólida formação acadêmica. Para nós, trata-se de reforçar o contato com empresas para apresentar nossa oferta qualificada de profissionais, consoante com as perspectivas de nossa região amazônica.
            No que se refere à Teoria das RI, fiquei profundamente satisfeito por ver que estamos, de fato, sintonizados com o que as outras Universidades estão discutindo. Os autores citados, as discussões teóricas, os debates (Realismo X liberalismo; NEO X NEO, positivistas X pós-positivista, entre outros), os comentadores e os novos temas de RI vêm sendo discutidos em nossa Universidade. Fiz uma intervenção sobre a necessidade da filosofia, antropologia e sociologia dentro desta realidade. Sublinhou-se, entre outras coisas, a necessidade de acompanhamento dos debates teóricos e que “a análise da realidade passa pela séria fundamentação teórica”. Há que se pensar em produzir mais em termos de teoria a partir do olhar da América Latina.
            Destaco o Painel sobre Amazônia referido acima por ter sido algo relevante no Encontro. O artigo que apresentei e o que o Prof. Paulo Roberto Júnior (orientado pelo Prof. Alberto Teixeira) da UFPa sobre o SIVAM/SIPAM serviram de referencial para a participação de vários pesquisadores de universidades do sul/sudeste que compartilharam informações, pesquisas e projetos, bem como discutiram a centralidade da região nas principais questões contemporâneas de RI. Ao final, como prova da disposição em continuar o debate, foi formada uma rede de discussão entre os pesquisadores presentes, vislumbrando a troca de experiências e, mais importante, a possibilidade de atividades comuns entre os pesquisadores e discentes dos cursos de RI envolvidos.
            Voltei de BH muito mais animado, empolgado e certo de minha escolha profissional. Estou consciente de que muito há que ser feito, mas tenho a consciência de algumas coisas fundamentais:
1.    Estamos muito bem sintonizados com o que acontece no Brasil em termos de RI;
2.    Precisamos produzir conhecimento cada vez mais profundo e fundamentado teoricamente;
3.    Precisamos produzir artigos científicos e mostrar ao resto do Brasil o bem que fazemos aqui e a profundidade de nossa produção;
4.    Espaços como este Blog, o Programa Globalizando, as atividades fortes do curso (como Fórum, FARI e SOEA) e os grupos de estudo/pesquisa são de grande relevância para exercitar esta análise teoricamente fundamentada;
5.    Precisamos avançar intra-curso em termos de pesquisa e extensão e extra-curso em termos de dar a conhecer ao mercado nosso potencial.
Quis fazer este relato de minha experiência por entender que estamos juntos no mesmo barco e que precisamos de todos puxando para o mesmo lado. Não há espaço para “puxar pra baixo ou para trás”. Afinal de contas, estamos buscando a mesma coisa: mostrar como nós pensamos a Amazônia para o mundo e como queremos ser valorizados pelo mundo por sermos amazônidas.

Um abraço!

Um comentário:

  1. Excelente programa, com extrema relevância para a comunidade acadêmica e para todos que almejam informações de qualidade.

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