sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Globalizando: Voluntariado Internacional

O último dia 5 foi o Dia Internacional do Voluntariado, data proclamada em dezembro de 1985 pela Organização das Nações Unidas com o objetivo de incentivar e valorizar o serviço voluntário em todo mundo. Quer saber mais sobre o assunto? Sintonize amanhã na Rádio UNAMA FM 105.5 e ouça o Programa Globalizando, uma produção do curso de Relações Internacionais. 



quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Papo de Qualidade - Hidropolítica

O Papo de Qualidade desta semana aborda o tema “Hidropolítica”. Para falar sobre o assunto, a Profª. MSc. Mayane Bento, docente da Universidade da Amazônia (UNAMA), concedeu-nos uma entrevista. Entre os assuntos, está a importância dos recursos hídricos no cenário internacional.

Confira!

Globalizando: Dia Internacional das Montanhas

A data foi instituída pela Organização das Nações Unidas, com o fim de conscientizar a população sobre a importância da preservação das montanhas no mundo. A sua destruição e degradação paisagística tem vindo a aumentar devido à pressão humana direta e indireta através do aquecimento global e alterações climáticas associadas. A sua preservação é essencial para muitas espécies animais que encontram um habitat natural nas montanhas. 


quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Declaração Universal dos Direitos Humanos à luz do conceito de Segurança Humana

Vandré Colares
Acadêmico do 4° semestre de Relações Internacionais da UNAMA

       
            No dia 10 de dezembro de 1948, há exatos 66 anos, a Assembleia Geral das Nações Unidas proclamava, através da resolução 217 A (III), a Declaração Universal de Direitos Humanos. A importância desse documento para o estudo das relações internacionais é bastante expressiva.
         O contexto no qual a Declaração surgiu foi o pós-Segunda Guerra Mundial, quando a escola realista de Relações Internacionais era forte e preponderante. Desta forma, as discussões sob as quais a disciplina se debruçava eram de um teor demasiado militarista e estatocêntrico. Portanto, a ideia de segurança, naquela época, era uma questão bélica, algo que estaria prestes a mudar rumo ao que hoje está consolidado como conceito de segurança humana. A declaração que hoje faz aniversário pode ser entendida como um pontapé inicial e um marco para o desenvolvimento teórico acerca desse conceito. 
         É bem verdade que a própria Carta da ONU trouxe em seu texto, em 1945, um certo apelo para a dimensão dos direitos humanos fundamentais. Contudo, tendo em vista o horror do holocausto e do totalitarismos que o mundo acabara de vivenciar, uma reafirmação à proteção da dignidade humana foi bem aceita pela sociedade internacional. 
        O conceito em questão, que “nasceu” no relatório de desenvolvimento humano de 1994 do PNUD (pós-guerra fria, portanto, em um momento propício à abertura de novas pesquisas e perspectivas que fugissem à lógica do conflito bipolar), mas que, com a declaração de 1948, constituiu seu embrião. Assim, a segurança internacional não diz respeito somente à ausência de conflitos armados, como na interpretação tradicional (realista) do termo. A segurança humana diz respeito à prevenção, ou seja, cada indivíduo deve estar protegido das ameaças de fome (segurança Alimentar), doenças (sanitária), repressão (política), bem como ambiental, econômica, pessoal e coletiva. 
     
          A prevenção de situações de insegurança nessas 7 dimensões, portanto, tem como consequência a construção de uma comunidade em que o conflito se torne uma possibilidade distante. É curioso o fato de que, apesar de o relatório que inaugurou o termo segurança humana ser de 1994, a Declaração Universal dos Direitos Humanos já trouxe em seu preâmbulo, quase 7 décadas anteriores, a mesma ideia de que o respeito aos direitos e garantias de bem-estar individual estão intimamente ligados à paz entre os povos: “... o reconhecimento da dignidade inerente a todos os membros da família humana e de seus direitos iguais e inalienáveis é o fundamento da liberdade, da justiça e da paz no mundo,”.
      Sendo assim, segurança humana reside na proteção à esfera do indivíduo (a declaração foi fundamental para que o homem passasse a ser reconhecido como sujeito de direitos, além de deveres, na ideia de que a garantia do bem estar individual é uma peça fundamental à paz, e que a íntima relação entre o conceito de segurança humana e a data de hoje é um instrumento crucial para a construção de uma sociedade mais igualitária.




REFERÊNCIAS:

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS. Disponível em: http://unesdoc.unesco.org/images/0013/001394/139423por.pdf


OLIVEIRA, Ariana Bazzano de. Segurança humana : avanços e desafios na política internacional. Campinas, SP : [s. n.], 2011.







Globalizando: Dia dos Direitos Humanos

A data foi instituída em 1950, dois anos após a Organização das Nações Unidas adotar a Declaração Universal dos Direitos Humanos como marco legal regulador das relações entre governos e pessoas. Com esse ato, a ONU visa destacar o longo caminho que ainda precisa ser percorrido na efetivação dos preceitos da declaração no mundo.


terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Pensamentos Internacionalistas: A ação comunicativa inclusiva e a União Europeia

Jürgen Habermas (1929) é um filósofo e sociólogo alemão, representante da teoria crítica e da Escola de Frankfurt. Suas obras foram influenciadas principalmente pelo período histórico que vivenciou, a segunda guerra mundial.
Habermas buscou integrar a crítica da racionalização à reconstrução do projeto da modernidade, através do tema que é o fio condutor de toda sua teoria a “democracia” enquanto expressão de ação comunicativa inclusiva.


 “Uma integração política baseada no bem-estar social é indispensável se quisermos proteger a pluralidade nacional e a riqueza cultural do habitat da ‘velha Europa’ do nivelamento no quadro de uma globalização que avança em ritmo muito rápido”.

HABERMAS, Jürgen. Per una vera Europa democratica. Jornal La Repubblica. 2011.

Globalizando: Dia Internacional contra a Corrupção

A data é uma referência à Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção, assinada por mais de 110 países e que entrou em vigor internacionalmente em 2005. A Convenção também prevê a cooperação para a recuperação de somas de dinheiro desviado dos países e a criminalização do suborno, lavagem de dinheiro e outros atos de corrupção. Em recente estudo, a ONG Transparência Internacional elaborou um ranking mundial da corrupção, no qual, de 175 países, o Brasil ficou em 69º lugar. 


segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Visita do Papa na Sede da FAO em Roma

Renato Cordeiro
                           
Acadêmico do 4º semestre de Relações Internacionais da UNAMA

            Recentemente a FAO, Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação, realizou a Segunda Conferência Internacional sobre Nutrição em sua sede em Roma, Itália. A reunião teve como ponto alto a visita do Papa Francisco e seu discurso, que pedia um maior comprometimento dos estados com a questão da fome.

         A fome, uma das situações mais desoladoras e, infelizmente, uma das mais presentes no mundo atual, é um dos problemas cujo combate é fundamental para a efetivação da Segurança Humana. Isso se deve ao fato de que segurança humana engloba vários fatores que garantem a vida humana e sua proteção, não se resumindo apenas a segurança estatal, que muitos vêem como a única existente ou a única relevante; esta é só um dos fatores. Entre os fatores, pode-se destacar a segurança pessoal (proteção contra crimes e preservação da integridade física), segurança econômica (estabilidade financeira), segurança ambiental (combate a destruição de florestas e promoção do desenvolvimento sustentável) e, o mais básico de todos, a segurança alimentar.


                Segurança alimentar é, por definição, a garantia de acesso regular a alimentos de qualidade por parte da população. Sendo assim, a fome torna-se a inexistência deste tipo de segurança. Embora seja historicamente relegada a segundo plano, esta é a base para a segurança humana: primeiro, pelo fato de que os alimentos são a fonte de nutrientes que os seres vivos precisam para viver, portanto um povo sem comida está naturalmente condenado a morrer em um curto período; segundo, pois todos os outros pilares dependem deste, visto que, a fome pode levar as pessoas a chegarem a um nível alarmante de desespero, com atitudes que conduziriam à prática de furto, tirar a vida de uma outra pessoa e outros crimes, abstendo-se temporariamente de seus valores morais e voltando ao  estado de natureza hobbesiano, sepultando a possibilidade de viver em sociedade, que é essencial para a segurança humana.

                O grande problema, tanto da segurança alimentar quanto da humana, é a falta de uma maneira clara de institucionalizá-la. Isso se deve ao fato de que, embora haja organizações internacionais especializadas no em um problema específico, como a FAO, o princípio que norteia o Sistema Internacional é o da soberania estatal, que se contrapõe a ideia de que um ator não estatal possa ter autoridade sobre um determinado assunto, passando por cima dos estados. Surgem então dilemas éticos; Em caso de crise humanitária, quem deve tomar as rédeas da situação, o estado ou uma Organização Internacional? Uma OI pode intervir em um país mesmo sem solicitação do mesmo? Até quando esperar para intervir? São questões que rendem muitas discussões; adeptos de realismo e do neo-realismo, por crerem que o estado é o único ator do SI, o consideram o único capaz de resolver tais problemas, enquanto liberais, neo-liberais e adeptos de teorias pós-positivistas dão prioridade para atuação das OIs e de forças internacionais de cooperação.

                Neste segundo grupo também encontra-se o Papa, que deixou bem claro em seu pronunciamento que os estados deveriam abandonar suas desconfianças - quase paranoicas - em relação aos outros e colocar o indivíduo em primeiro plano, além de abrir espaço para uma cooperação que vise o fim da situação problemática. Criticou também o peso do mercado na existência da fome, por fazer dos alimentos um produto qualquer, sujeito a especulação financeira, e a falta de solidariedade das nações mais fortes em relação ao problema, predominante em países subdesenvolvidos.

Mas também ressaltou o papel dos estados em adotar medidas que evitem a existência da fome, reconhecendo que o mesmo tem ainda papel decisivo no combate a fome. Com este dualismo, conclui-se que não há, ao menos por enquanto, consenso sobre quem é o verdadeiro responsável pela promoção e manutenção da segurança humana (o estado, as OI s ou os dois juntos), e que a FAO, assim como outras organizações como a OMS, UNESCO, UNICEF e a própria ONU vão continuar, por mais um período, em um limbo entre o respeito à soberania estatal e a necessidade de se garantir a segurança humana a todos os indivíduos ao redor do globo.



REFERÊNCIAS

Discurso do Papa à conferência da FAO sobre nutrição. Disponível em:http://papa.cancaonova.com/discurso-do-papa-a-conferencia-da-fao-sobre-nutricao/

O que é Segurança Alimentar e Nutricional? Disponível em:http://www.sedest.df.gov.br/seguranca-alimentar/seguranca-alimentar-e-nutricional.html
Segurança Humana. Disponível em:http://www.projetosegurancahumana.org/segurancahumana.php

Hobbes e o estado de natureza. Disponível em:http://www.brasilescola.com/filosofia/hobbes-estado-natureza.htm

Globalizando: OMM alerta que 2014 pode ser o ano mais quente da história

A Organização Mundial de Meteorologia alertou que 2014 pode ser o ano mais quente da história. O relatório da agência da ONU sobre o Estado do Clima Global afirma que as temperaturas registradas entre janeiro e outubro deste ano estão mais altas do que a média entre 1961 e 1990. O relatório menciona a seca na região sudeste do Brasil como um fenômeno fora do normal. E cita a cidade de São Paulo, que sofre as consequências do que eles chamam de déficit hídrico. 



sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Dia Internacional do Voluntariado – A Atuação da AIESEC

Douglas Moreira
Acadêmico do 2° semestre de Relações Internacionais da UNAMA


Em 1985, a Organização das Nações Unidas instituiu o dia 05 de dezembro como o Dia Internacional do Voluntário. Os voluntários são pessoas ou grupos que, sem remuneração, ajudam a melhorar a qualidade de vida no planeta. Dedicam-se a ajudar a resolver os problemas locais e globais. Deste modo, a principal característica de um voluntário é o engajamento em causas sociais.
Thales Castro caracteriza os voluntários, em seu livro “Teoria das Relações Internacionais”, como agentes não-estatais. Portanto, não possuem ligação direta com o Estado, tanto sob o ponto de vista orgânico, quanto institucional. Sendo assim, estão relacionados ao terceiro setor, caracterizado pelas redes, a esfera pública não estatal e as ONGs globais.

É difícil, porém, falarmos de voluntariado e não nos atermos a comentar o trabalho da AIESEC e sua atuação no mundo. A AIESEC é a maior organização gerida e formada por jovens universitários. Ela está presente em mais de 124 países e territórios.
Após a Segunda Guerra Mundial, em 1946, estudantes de 9 universidades de 6 países se reuniram em Liège, na Bélgica, com o objetivo de gerar uma nova forma de cooperação internacional. Foi criada assim, a "Association Internationale des Étudiants en Sciences Économiques et Commerciales" – AIESEC.
Convivendo em um ambiente internacional desafiador, e instigados pela mudança, os voluntários da AIESEC trabalham para desenvolver o espírito de LIDERANÇA em todos os jovens do mundo, proporcionando experiências de alto impacto. Para chegar a este objetivo, a AIESEC trabalha de forma a tornar possível intercâmbios profissionais realizados em parceria com organizações, instituições e empresas ao redor do mundo, conforme pode ser constatado no depoimento abaixo:
“Fazer um intercâmbio social é dar um passo rumo à mudança. Você pode mudar o local onde você trabalha. Você pode mudar pontos de vista. Você pode mudar o que te incomoda. Mas, acima de tudo, você pode SE MUDAR e descobrir novas maneiras de enxergar a vida. Foi quando eu percebi que fazer um Cidadão Global não era uma oportunidade que eu dava ao mundo. Ao contrário, era uma oportunidade que o mundo me dava para viver momentos que, certamente, eu levarei com um “sorriso no rosto e a saudade no coração.”

“Foi na Argentina que trabalhei. Em uma Instituição chamada Pajaritos De la Calle , a qual me proporcionou viver em um ambiente comprometido com a mudança da realidade de crianças e jovens de Tandil. E foi lá que descobri que trabalhar com crianças é uma forma de ser feliz. Cada sorriso, cada abraço, cada sonho, cada pergunta sobre o Brasil e cada carinha estão gravados na minha memória…"  Michele Santos, membro da AIESEC.


O voluntariado apresenta muita visibilidade também no mercado de trabalho. Muitas empresas, especialmente as multinacionais, preferem contratar pessoas que já se permitiram passar por essa experiência.
Todos somos feitos de histórias. Todos podemos fazer algo para mudar o mundo. Só depende de nós dar o primeiro passo para almejar alcançar o objetivo. Então, o que você fará para mudar o seu Mundo?


REFERÊNCIAS
CASTRO, Thales. Teoria das Relações Internacionais. Brasília: FUNAG, 2012
http://youtu.be/8SZGnQ-VTFM

http://pt.wikipedia.org/wiki/Trabalho_volunt%C3%A1rio

Globalizando: ONU marca Dia Internacional para Eliminação da Violência contra Mulheres

A violência sexual e baseada no gênero representa a forma mais extrema da desigualdade global e sistemática vivida por mulheres e meninas. O secretário-geral da Organização das Nações Unidas, Ban Ki-moon, alertou que em todo o mundo, uma em cada três mulheres vai sofrer violência física ou sexual em algum momento de sua vida. Se, no âmbito internacional, todos se unirem, será possível combater a discriminação e impunidade relacionada com a violência contra mulheres e meninas. 


quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Papo de Acadêmico

No Papo de Acadêmico de hoje,  a acadêmica do 7º semestre, Kellimeire Campos vai mostrar o que mais lhe encanta no curso de Relações Internacionais da Unama e o levou a sua escolha.

Confira o que ela tem para falar sobre R.I.




Globalizando: Nações Unidas adotam resolução sobre privacidade na era digital

A Terceira Comissão da Assembleia Geral da ONU adotou uma resolução sobre o Direito à Privacidade na Era Digital, proposta apresentada por Alemanha e Brasil. O novo documento tem vários novos pontos em relação ao texto aprovado no ano passado. Entre eles, a inclusão de metadados para reforçar a segurança das informações pessoais online. A nova resolução também quer proteger a vítima que tenha sua privacidade online invadida por medidas de vigilância ilegais ou arbitrárias. 


quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Programa Globalizando: Sociedade da Informação e Tecnológica na Gestão de Empresas Transnacionais

O programa desta semana foi sobre a sociedade da informação e tecnológica na gestão de empresas transnacionais. E como convidado tivemos o professor William Rocha, graduado em Relações Internacionais pela Universidade da Amazônia (UNAMA), com mestrado em Desenvolvimento Sustentável pelo Núcleo de Altos Estudos Amazônicos (NAEA) da Universidade Federal do Pará (UFPA). Atualmente é professor da UNAMA e da UFPA.

Não deixe de conferir!


O Estado francês na relação conflituosa entre os nacionais e os imigrantes africanos

Paulo Victor Silva Rodrigues
Acadêmico do 7º semestre de Relações Internacionais da UNAMA

A migração populacional faz parte da história da humanidade. Ao longo de centenas de anos, registra-se um intenso fluxo de pessoas deixando seus lugares de origem. Porém, ao migrar, o indivíduo leva consigo fatores que compõem sua própria identidade, adquirida a partir do convívio com outros sujeitos de sua comunidade, como por exemplo: a Língua, hábitos culturais, religião.
Mais recentemente, o continente africano sofreu com problemas causados por guerras civis (no processo de independência – descolonização) que têm provocado um êxodo de seus cidadãos para outros países. Grande parte deles dirigem-se para a Europa, em especial para o território francês, levando uma pluralidade de identidades culturais para aquele país.
Durante o governo de Nicolas Sarkozy (2007-2012), observou-se uma preocupação por buscar proteger a identidade nacional francesa, através de políticas imigratórias rígidas. Em contrapartida, a parcela da população imigrante africana ficava à margem da sociedade, o que gerava protestos, principalmente nas ruas da capital, Paris. Havendo, assim, um conflito entre a identidade nacional francesa – protegida e fomentada pelo Estado – e as identidades dos imigrantes africanos – vista como uma ameaça à soberania nacional.
A entrada de estrangeiros pode gerar fobias entre os nacionais, isto é, receios de que estes que não falam seu idioma, que possuem outra religião e têm uma cultura distinta, prejudiquem seu país. No choque cultural entre aqueles que pertencem ao país e os imigrantes, discutisse a definição de ‘’bárbaro’’, empregado de maneira pejorativa para definir o imigrante, ou seja, ressaltando-se os contrastes de sua identidade cultural diferente da dos nacionais.
O Estado é um importante mediador nessa relação entre os nacionais e imigrantes. Antes de tudo, porque sem consentimento do governo um estrangeiro não pode adentrar o país e nem fixar residência legalmente. Também é dever do Estado regular a convivência dentro de seu território, garantir segurança e bem estar social. Se o governo se mantiver omisso, e não criar políticas públicas que atendam os imigrantes e os integrem, haverá distúrbios na sociedade, pois a relação entre culturas diferentes nem sempre é harmoniosa.
Para os amantes da sétima arte, o filme “Bem-Vindo’’ (2009) mostra a polêmica de um professor de natação que abriga e ajuda o imigrante ilegal, Bilau, o qual vai parar em um campo de refugiados (para imigrantes). Entretanto, na França abrigar e/ou ajudar um imigrante ilegal gera multa e mais cinco anos de prisão.
O fluxo imigratório é difícil de ser contido uma vez iniciado e influencia em diversas áreas do país, principalmente no âmbito da identidade nacional, a qual não é imutável, assim, podendo sofrer alterações deixando o Estado em uma situação delicada.
Portanto, levanta-se a seguinte questão: uma atuação do Estado através de políticas rígidas de imigração fomenta um sentimento nacionalista e xenófobo ou apenas a busca pela proteção da identidade nacional?
Muita discussão é necessária para responder a pergunta acima. Mas, o que se pode afirmar é: mais do que um imigrante, o refugiado (ou a pessoa que precisas se deslocar de seu lugar de origem) deve ser tratada como um ser humano, capaz de exercer deveres na medida em que seus direitos são garantidos. Sendo assim, o homem deve ser visto como um cidadão do mundo, sem, necessariamente estar alienado às amarras de fronteiras artificiais.

Globalizando: Dia lnternacional das Pessoas com Deficiência

A data é promovida pela Organização das Nações Unidas desde 1998, com o objetivo de promover uma maior compreensão dos assuntos concernentes à deficiência e para mobilizar a defesa da dignidade, dos direitos e do bem estar das pessoas. Procura também aumentar a consciência dos benefícios trazidos pela integração das pessoas com deficiência em cada aspecto da vida política, social, econômica e cultural.


terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Pensamentos Internacionalistas: Fromm e a Escola de Frankfurt

Erich Fromm (1900 – 1980) foi um filósofo, sociólogo e psicanalista alemão, que cursou filosofia na Universidade de Heidelberg. Fromm é uma das figuras exponenciais da Escola de Frankfurt, seus estudos partem do pressuposto que o homem é um ser social, e buscaram demonstrar a influência da sociedade e da cultura no indivíduo.


“As pessoas são transformadas em coisas; suas relações umas com as outras assumem o caráter de propriedade [...] Mas a questão essencial não é tanto o que seja o conteúdo do eu, senão que o eu seja sentido como uma coisa que cada um possui, e que essa “coisa” seja a base de nosso sentido de identidade”.

FROMM, Erich. Ter ou Ser?. Rio de Janeiro,LTC, 1987.

Globalizando: Dia Internacional para a Abolição da Escravatura

A data recorda a aprovação da Assembleia Geral da Convenção para a Repressão do Tráfico de Pessoas e da Exploração da Prostituição de Outros, promovida pela Organização das Nações Unidas, que aconteceu no dia 2 de dezembro de 1949. Todos os anos, o dia é lembrado em favor das vítimas de formas antigas ou modernas de escravidão, e de homens, mulheres e crianças que, ao serem explorados pela prostituição e por trabalhos forçados, têm seus direitos básicos violados. 


segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Dia Internacional da Luta contra a AIDS

Matheus Fernandes Santos
Acadêmico do 1º Semestre de Relações Internacionais da UNAMA


       Com o intuito de conscientizar a população na luta contra o preconceito e a consequente discriminação social de indivíduos portadores da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS), em 1987, a Assembleia Mundial da Saúde em parceria com a Organização das Nações Unidas (ONU), estabeleceram o dia 1º de Dezembro como o Dia Mundial da Luta Contra a Aids.

            Em síntese, apesar das controvérsias científicas a respeito do desenvolvimento e propagação dessa doença, no Brasil, ela teve seu início na década de 80, configurando-se como uma chaga social iminente que colocava em xeque diversos âmbitos da sociedade. Tal situação abalou, dessa forma, os avanços técnicos-científicos da época e impôs o medo entre a massa populacional precariamente desinformada sobre as reais implicações oriundas da contaminação com o vírus HIV.

            Com isso, nesse período conturbado onde a insegurança social predominava, a ausência de políticas públicas quanto a disseminação de informações cientificas necessárias que conscientizassem a população a respeito dessa doença, teve como consequência direta sobre os indivíduos infectados o aumento do preconceito e da discriminação. Isto levantou discussões ferrenhas quanto à ética e à funcionalidade dos direitos humanos.


De fato, muitas outras mazelas sociais provocadas pelo desencadeamento de conceitos estereotipados sobre a contaminação e propagação do vírus HIV ainda influenciam o comportamento atual da população. Contudo, a constante cooperação internacional entre países desenvolvidos, principalmente com recursos financeiros, têm contribuído cada vez mais para uma gradativa mudança na situação de Estados subdesenvolvidos que, nesse caso, podem ser assolados por essa doença. O objetivo é financiar a distribuição de medicamentos e proporcionar o aprofundamento em pesquisas cientificas a fim de encontrar mecanismos que controlem a epidemia.

No âmbito das Organizações Internacionais, O UNAIDS, Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids, estabelecido em 1994 através do ECOSOC – Conselho Econômico Social da ONU e colocado em prática em Janeiro de 1996, o programa veio para buscar a cooperação entre países – onde o sistema internacional é cada vez mais interdependente e complexo com suas vulnerabilidades e sensibilidades - de uma maneira mais incisiva. Tal programa coloca no eixo o acesso a informações relevantes para a solução de tratamentos, prevenção e nos demais assuntos que circulam contra a AIDS.

Em suma, os estreitamentos das relações entre os Estados juntamente com participações de ONGs através de acordos de cooperação multilaterais têm proporcionado diversos avanços no combate a propagação e disseminação da Aids. Ainda que não exista nenhum medicamento de cura identificado pela comunidade científica, é válido ressaltar que, o melhor método de preservação disponível atualmente é: o direito à informação.

REFERÊNCIAS

VANESSA, Ma. dos Santos. 1º de Dezembro — Dia Mundial de Luta Contra a Aids. Disponível em: <http://www.brasilescola.com/datas-comemorativas/dia-mundial-prevencao-contra-aids.htm> Acesso em: 29/11/2014.
GRECO, B. Dirceu. A epidemia da Aids: impacto social, científico, econômico e perspectivas. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0103-40142008000300006&script=sci_arttext> Acesso em: 29/11/2014.
Boa Saúde. Histórico da AIDS: Uma História de Lutas, Decepções, Guerra de Vaidades e Coragem. Disponível em: <http://www.boasaude.com.br/artigos-de-saude/3838/-1/historico-da-aids-uma-historia-de-lutas-decepcoes-guerra-de-vaidades-e-coragem.html> Acesso em: 29/11/2014.
Quem somos. Site da UNAIDS Brasil. Disponível em: <http://www.unaids.org.br/quem_somos/quem_unaids.asp> Acesso em 29/11/2014.

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Globalizando: OMS e FAO pressionam governos a implementar padrões para alimentação ideal

Durante a Segunda Conferência Internacional sobre Nutrição a Organização das Nações Unidas fez um apelo aos governos para que transformem em ação os compromissos que serão firmados no encontro. Vários países já reconheceram a nutrição como parte integral do desenvolvimento econômico e social. Na mesma linha, a diretora da Organização Mundial da Saúde, OMS, pediu políticas públicas mais fortes em prol da produção de alimentos e da agricultura. Uma das soluções seria garantir que a indústria produza comidas mais saudáveis e pare de vender produtos convenientes, porém nocivos à saúde. 


quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Programa Globalizando: Os desafios e perspectivas para o profissional de secretariado executivo

O programa desta semana foi sobre os desafios e perspectivas para o profissional de secretariado executivo no mundo contemporâneo. E tivemos como convidada a Professora Maria Ivanete Felix, mestre em linguística, especialista em teoria literária. Pesquisadora de línguas indígenas  ligada à UNB (Universidade de Brasília)/UEPA (Universidade do Estado do Pará) e UFPA (Universidade Federal do Pará). Professora de leitura e produção de textos de vários cursos na UNAMA (Universidade da Amazônia) há 13 anos e coordenadora do curso de secretariado executivo bilíngue da instituição há cinco anos.

Globalizando: UNAIDS quer ação imediata para acabar com ameaça da AIDS até 2030

O relatório do Fundo de População das Nações Unidas, UNFPA, afirma que os jovens podem impulsionar o desenvolvimento socioeconômico global. O documento diz que o mundo tem atualmente o maior número de jovens na história: 1,8 bilhão. Segundo a agência da ONU, o Brasil está sétimo lugar na lista dos países com mais jovens entre 10 e 24 anos, com 51 milhões. Para os especialistas, os países em desenvolvimento com grande população de jovens podem ver suas economias dispararem se investirem na educação, na saúde e na proteção dos direitos desse grupo.


quarta-feira, 26 de novembro de 2014

A reunião do G20: principais decisões tomadas no encontro

Catarina Bastos
Acadêmica do 2° semestre de Relações Internacionais da UNAMA


Entre os dias 15 e 16 de novembro deste ano, ocorreu em Brisbane, na Austrália, a 9° Reunião de Cúpula do G20, que reúne ministros de finanças e chefes dos bancos centrais das 19 maiores economias do mundo, mais a União Europeia. Juntos, representam 90% do PIB mundial, dois terços da população global e quatro quintos do comércio internacional.
Durante a reunião, mais de 800 medidas foram discutidas e negociadas, tendo como principal enfoque as reformas financeiras nos países que compõe a reunião.
No âmbito comercial foi anunciado através de um comunicado o acordo de estímulo à economia dos países em um total de dois bilhões de dólares até 2018, elevando em 2,1% o total do PIB através de políticas que deverão ser implementadas, resultando ainda no crescimento em 0,5% do PIB dos países que não fazem parte do G20, nos próximos cinco anos.
A presidente Dilma afirmou que o ano de 2015 será marcado por ajustes na economia brasileira. Mas, sem maiores especificações, disse que haverá cortes de gastos, os quais resultarão na ampliação da economia do Brasil.
Na área da saúde, os chefes de governo, incluindo o presidente dos EUA, Barack Obama, e o presidente da China, Xi Jinping, declararam que o vírus Ebola pode ser uma ameaça ao desenvolvimento econômico e se dizem preparados para fazer o que for necessário para acabar com o surto, apoiando um pacote de ajuda do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial para os países mais afetados. Também pedem o maior apoio internacional para auxiliar no combate ao vírus que já deixou mais de 5 mil mortos.
No cenário político, foi acordado um Plano Anticorrupção que deve levar os países a compartilhar informações para a aplicação de leis com o intuito de investigar donos de companhias de fachada e fundos utilizados por magnatas para sonegar impostos, lavar dinheiro e esconder iniciativas corruptas. Tal medida obteve apoio de diversos países como a China, que se mostrou resistente à ideia, no início.
Além disso, os países que participantes da reunião conseguiram chegar a um consenso para uma ação eficaz sobre o clima, com a ajuda de um mecanismo de financiamento, chamado Fundo Verde da ONU. Estados Unidos e França já fizeram doações que juntas somam mais de U$ 4 bilhões.
A reunião da cúpula ocorre todo ano desde 2008 e é uma oportunidade para que os representantes das nações mais poderosos, em sentido econômico, apresentem ideias para desenvolver as políticas econômicas e sociais dos países membros e do cenário mundial. Por isso, é necessário estar atento às propostas, verificando se as mesmas se tornam ações efetivas.
           


REFERÊNCIAS
ARAÚJO, Liliane. Em reunião G20 vê possibilidade de crescimento de 2,1% até 2018. 2014. Disponível em: http://180graus.com/noticias/em-reuniao-g20-ve-possibilidade-de-crescimento-de-21-ate-2018-2. Acesso em: 21 de novembro de 2014.
DILMA discursa na reunião do G20 em Brisbane, Austrália. 2014. Disponível em: http://www.brasil.gov.br/governo/2014/11/dilma-discursa-na-reuniao-do-g20-em-brisbane-australia. Acesso em: 22 de novembro de 2014.
PAÍSES chegam a consenso sobre clima ao final do G20. 2014. Disponível em: http://www.portugues.rfi.fr/mundo/20141116-paises-chegam-consenso-sobre-clima-ao-final-do-g20. Acesso em: 22 de novembro de 2014.

Globalizando: UNAIDS quer ação imediata para acabar com ameaça da AIDS até 2030

O Programa Conjunto sobre HIV/AIDS, UNAIDS, afirmou que se a comunidade internacional adotar uma ação acelerada contra a doença pelos próximos cinco anos será possível acabar com a ameaça da AIDS até 2030. A ação acelerada vai implicar em esforços especiais dos 30 países com o maior número de infecções pelo HIV em todo o mundo. Entre os pontos principais estão a mobilização de recursos humanos, de parceiros internacionais institucionais e estratégicos bem como de compromissos significativos nacionais e internacionais. 


terça-feira, 25 de novembro de 2014

Reflexões internacionalistas sobre o dia mundial de eliminação da violência contra a mulher

Kellimeire Campos
Acadêmica do 7º Semestre de Relações Internacionais da UNAMA




Em 1999 a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) estabeleceu o dia 25 de novembro como dia da eliminação da violência contra a mulher. Nesta data, em 1960, ocorreram os assassinatos brutais, ordenados por Rafael Trujillo (1930-1961), das três irmãs Mirabal, ativistas políticas na República Dominicana.
Segundo a Convenção de Belém do Pará, assinada pelos países da Organização dos Estados Americanos (OEA), entende-se violência contra mulher, como: “qualquer ato ou conduta baseada no gênero, que cause morte, dano ou sofrimento físico, sexual ou psicológico à mulher, tanto na esfera pública como na esfera privada”.
A violência contra a mulher é o resultado mais danoso da desigualdade entre os gêneros e da sociedade patriarcal em que vivemos. As consequências desse crime vão além do físico e do psicológico da mulher violentada, pois abalam as famílias, as comunidades e o país em geral.
Há quatro dias a Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou que a cada três mulheres no mundo uma sofre violência de seu parceiro afetivo. O documento também diz que 7% das mulheres vão sofrer violência sexual em algum momento de suas vidas. Ademais, afirma que os esforços atuais para evitar a violência contra mulheres e meninas não são suficientes. O estudo mostra que situações de crises humanitárias, estupros, casamentos forçados e conflitos armados podem piorar esses números.
Mas antes de nos voltarmos para as sociedades de culturas diferentes do ocidente, devemos nos perguntar o que a nossa cultura tem feito para mudar essa realidade? Afinal, o que dividimos junto com essas outras culturas são os altos índices de estupro contra meninas e mulheres.
Como demonstra o 8º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado no dia onze de novembro: “Os dados do fórum reforçam que o país convive com taxas absurdas, que naturalizam mais de 53 mil crimes violentos letais e 50 mil estupros registrados”.
Temos um exemplo no Brasil de que atos internacionais interferem diretamente no ambiente interno do país, inclusive no sistema jurídico. Trata-se do emblemático caso da cearense Maria da Penha, que precisou levar o Estado brasileiro à Comissão Interamericana de Direitos Humanos. Após a condenação internacional do país foi criada a Lei Federal 11.340 - Lei Maria da Penha, a qual normatiza o crime de violência doméstica.
No intuito de mudar essa realidade os países se reúnem em conferências, assinam tratados, aumentam os recursos de apoio a ações em defesa dos direitos humanos das mulheres.
A principal Organização Internacional que mantem a governança global sobre este assunto é a ONU Mulheres, que está responsável pelas ações dos próximos dezesseis dias pelo fim da violência contra as mulheres.
A partir de hoje e até o dia 10 de dezembro (dia dos direitos humanos) a ONU Mulheres estará realizando várias atividades. Dentre elas: oficinas com juízas e juízes sobre feminicídio (morte de mulheres por razões violentas de gênero); palestras virtuais e a iluminação de prédios públicos com a luz laranja (cor escolhida, em 2012, para representar o dia e o compromisso com um futuro sem violações dos direitos das mulheres).
Essas ações também são coordenadas pela campanha “O Valente não é Violento” realizada na América Latina e no Caribe. E está inserida na campanha “UNA-SE Pelo Fim da Violência contra as Mulheres”, do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon. A campanha busca a mudança de atitude de homens e meninos, quebrando estereótipos machistas presentes na sociedade. Nessa mesma perspectiva de envolvimento de homens e meninos nas causas da igualdade de gênero foi criada a campanha HeForShe.
Dentro desse triste cenário da violência contra as mulheres é preciso reconhecer que os avanços estão acontecendo, e que datas como a de hoje são importantes para questionarmos o que temos feito para mudar essa realidade. E principalmente entendermos que o Estado não é o único garantidor dos direitos humanos das mulheres. Todos podemos ser.



Referências
Em artigo no Correio Braziliense, diretora executiva da ONU Mulheres destaca 16 dias de ativismo pelo fim da violência contra as mulheres. Disponível em: http://www.onumulheres.org.br/?noticias=em-artigo-no-correio-braziliense-diretora-executiva-da-onu-mulheres-destaca-16-dias-de-ativismo-pelo-fim-da-violencia-contra-as-mulheres
OMS: mais de 30% das mulheres são vítimas de violência do parceiro. Disponível em: http://www.unmultimedia.org/radio/portuguese/2014/11/oms-mais-de-30-das-mulheres-sao-vitimas-de-violencia-do-parceiro/#.VHQBl4vF-yV

Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2014. Disponível em: http://www.forumseguranca.org.br/storage/download//8anuariofbsp.pdf