Marcelo
Henrique de Oliveira Campos
Acadêmico do 5º
Semestre
Somos
diariamente bombardeados de informações através de diversos meios de
comunicação de massa. Na verdade, essa mídia atinge um espaço influente no
dia-a-dia, já que orienta costumes e hábitos através da avalanche de mensagens
que nos emite. Nesse caso, a atuação da imprensa é tão importante que ela passa
a ser a voz das pessoas, transformando a realidade e impondo limites para
corrigir alguns dos problemas da sociedade. É como se fosse um grande farol que
joga luz sobre assuntos que devem vir ao conhecimento público quer para
divulgar boas ações e causas, quer para cobrar correções. Por causa disso, como
forma de reconhecimento, no dia 1 de junho foi instituído o próprio dia da
imprensa aqui no Brasil.
Essa
forma midiática tem ganhado tamanha proporção a ponto de ser chamada, por
alguns, de “O Quarto Poder”. Além disso, estudiosos no assunto acreditam que
ela é um ator internacional que ganha cada vez mais notoriedade e força no
cenário mundial atual. A “boa” imprensa é tão temida que em alguns casos
provoca reações de governos como, por exemplo, o Argentino. Nesse país, o
governo tenta diminuir as tiragens dos jornais estabelecendo impostos e taxas e
ainda controlar o conteúdo jornalístico de acordo com seus interesses.
Outro
exemplo de cerceamento da multiplicação da notícia é encontrado na Coreia do
Norte. Lá, o governo criou uma legião de habitantes ignorantes no sentido de
estar à parte do que acontece no mundo. Sem acesso à informação, o mundo fica
restrito ao território norte coreano. Ademais, o sistema internacional é tão
interdependente que esse tipo de controle dos governos provoca uma reação
contrária de grande parte da sociedade que detém o conhecimento e a informação.
Para
que tenhamos consciência do que acontece no mundo, o papel das agências
internacionais de notícia é de extrema relevância. A economia da Nova Zelândia,
o crime que mobilizou o vilarejo dos EUA, a reforma política da União Europeia,
a alta taxa de desemprego na Espanha, a diferença cultural entre o ocidente e o
oriente, enfim, o que acontece ecoa no mundo através dos correspondentes
contratados pelas agências internacionais, que por sua vez vendem a notícia
para os meios de comunicação. E é desse modo que nós absorvemos e disseminamos
a notícia fazendo o papel de divulgadores da mesma.
A
imprensa hoje é tão próxima das pessoas que acabamos nos misturando a ela.
Somos hoje colaboradores, denunciantes, divulgadores. Formou-se uma relação
muito estreita entre população e imprensa. Ela nos envolve de tal forma que passamos
a fazer parte da história e nos tornamos papel fundamental para a realização da
mesma.
Muito bom o texto. Reflexões como essa são cada vez mais necessárias. Acredito que precisamos de bons internacionalistas, como o Marcelo, que reflitam sobre a produção de notícias internacionais e desvelem os interesses escondidos. Para isso é preciso ir além do ôntico...
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