domingo, 10 de novembro de 2013

Democracia Virtual: O governo junto à população.



Bruna Pinheiro
Acadêmica do 4º semestre de Relações Internacionais da UNAMA.

Democracia Virtual é um advento atual, que veio para democratizar o cyber-espaço em prol da participação política dos usuários de internet através das plataformas sociais (redes sociais) com suas manifestações frente aos governos nacionais. Ela serve para fomentar esta participação política nos mais diversos âmbitos que compõem a política de um país, tornando mais transparentes as ações do governo e os descontentamentos da população. 

Outros termos relevantes para a compreensão da Democracia Virtual são as Redes Sociais e as Mídias (plataformas) sociais. As redes sociais são interações entre as pessoas e os meios em que convivem. Um bate-papo informal entre dois amigos forma uma rede social entre eles. Em contrapartida, as mídias sociais ou plataformas sociais são encontradas nos meios virtuais e são utilizadas como ferramentas de socialização de interesses comuns, como por exemplo, a interação entre os usuários do Facebook e do Twitter.

A Democracia Virtual surgiu a partir do surgimento dos computadores e da disseminação da internet e de seus meios de comunicações, dando oportunidade para que a população e o governo criassem um canal de diálogo mais transparente, fácil, rápido e aberto. Além disso, esta ação democrática facilitada trouxe uma nova perspectiva política de interação entre os governantes e a população.

A partir dela, é colocado em xeque o padrão convencional entre a relação do governo com os seus cidadãos. Esta redefinição do relacionamento entre estes atores geram criação de novos debates, mesmo porque, apesar de todos os benefícios listados acima, não é a totalidade dos cidadãos que tem o livre acesso à internet para o acompanhamento seus direitos e para a manutenção deste diálogo aberto, causando por tanto, no caso da população brasileira, uma generalização que leva em consideração uma parcela ainda privilegiada da população.

Em outros países como os Estados Unidos e Inglaterra, esta ferramenta está mais difundida entre suas populações, até mesmo porque, o grau de desenvolvimento do país, escolaridade e engajamento político é muito considerável ao analisarmos esta nova prática de democracia.

Vários são os problemas da democracia virtual, em especial no Brasil. A falta de acesso e de políticas governamentais voltadas para ela são os maiores problemas atuais. Percebemos que o governo está tentando uma forma de dialogar com seus cidadãos através desta ferramenta, entretanto, ambos os lados ainda não estão totalmente cientes nem de seus papéis nem de como isto ocorrerá e suas consequências.

O Governo tem grandes problemas em conseguir conciliar a interação dos seus cidadãos via internet devido ao modelo arcaico que existe. Ele vem tentando conciliar os pedidos e a participação política com a sua estrutura e burocracia para que não saia desacreditado. Além disso, a mídia que vem junto com a internet através da rápida disseminação de notícias, possui atualmente um papel preponderante devido sua influência no cenário local e internacional. Por isso, toda cautela é necessária para lidar com coesão com estes meios.

A democracia virtual deve ser fomentada no âmbito no reconhecimento político da população. Atualmente, com as manifestações oriundas das mídias e plataformas sócias da internet, muito se têm a ganhar, basta que este engajamento político não seja em vão, e que o governo realmente saiba criar dispositivos para atender aos pedidos de seus cidadãos, além de tentar tornar este espaço o mais verdadeiramente democrático possível.

Referências:
FONSECA, Francisco. A Democracia Virtual: A Mídia sem freios e contrapesos. São Paulo – SP: Vozes, 2000. Acessado em: 08/11/2013. Disponível em: <http://www.anpocs.org/portal/index.php?option=com_docman&task=doc_view&gid=4355&Itemid=317>
EGLER, Tamara Tania Cohen. Democracia virtual no governo da cidade. Liic em Revista, v.4, n.1, março 2008, Rio de Janeiro, p.41-53. Acessado em: 08/11/2013. Disponível em: <http://revista.ibict.br/liinc/index.php/liinc/article/viewFile/252/143>

Nenhum comentário:

Postar um comentário