segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

A importância dos Direitos Humanos no Sistema Internacional



Renato Macedo
Acadêmico do 6º semestre de Relações Internacionais da UNAMA.



A temática dos Direitos Humanos nas relações internacionais está inserida principalmente no processo de fortalecimento do papel da Organização das Nações Unidas em resguardar as normas do direito internacional, assim como no convite à sociedade civil organizada em todo o mundo a participar dos debates e também na proteção desses direitos.


Immanuel Kant
      A fonte da visão atual sobre os direitos humanos vem do jusnaturalismo, corrente filosófica do direito que defende a existência de um conjunto de direitos inerentes à condição humana. A universalidade de direitos inalienáveis, como o direito à vida, à liberdade e à igualdade, é a viga mestra da tese da paz perpétua, proposta por Immanuel Kant.

           Um marco internacional em matéria de direitos humanos, além da Declaração Universal dos Direitos Humanos, de 1948, foi a Convenção de Viena de 1993, a mais abrangente sobre a matéria. Nesta convenção participaram cerca de 1.200 Organizações Não Governamentais, demonstrando a tendência cada vez maior da participação de atores não estatais nas agendas internacionais e a capacidade destes em influenciar na decisão dos governos.


            Uma noção prática da magnitude da problemática dos direitos humanos atualmente é a catástrofe humanitária que é a Guerra Civil na Síria, que ao ter sido observada pela Anistia Internacional, foi reportada como fomentadora de “graves violações dos Direitos Humanos em uma escala massiva”. O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) estima que “6,8 milhões de pessoas necessitem de assistência humanitária urgente – incluindo 3,1 milhões de crianças. Desse total, 4,25 milhões são deslocados internos”.

Crianças sírias refugiadas no Líbano.


O que se observa a partir do andamento da Guerra Civil na Síria e das tentativas de soluções diplomáticas para sanar o conflito, é o impasse da diplomacia tradicional face aos interesses geopolíticos diversos entre os Estados, entretanto, a voz dos cidadãos que sofrem as consequências diretas e indiretas do conflito é que deveria soar mais alta. Neste sentido, a devida proteção aos direitos humanos e uma real chance de reconstrução da sociedade síria deixam abertas as portas da “Diplomacia Cidadã”, estratégia na qual o maior número de envolvidos na questão teria espaço na resolução pacífica do problema.


Referência Bibliográfica:
·         http://www.onu.org.br/siria/
·        http://en.wikipedia.org/wiki/Human_rights_violations_during_the_Syrian_Civil_War

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