terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Pensamentos Internacionalistas: Thomas Hobbes e o dilema de segurança

Thomas Hobbes de Malmesbury (1588 - 1679) teórico positivista do realismo clássico, viveu no período de ruptura do pensamento medieval (teocentrismo x antropocentrismo). Adepto ao racionalismo, possuía uma descrença na natureza do homem. Autor de “De Cive” (Do Cidadão) que nomeou como “filosofia civil”. Mas foi com o “Leviatã” que demonstrou suas principais ideias sobre a política, os homens e o Estado, na qual sintetiza o hobbismo.
Assim como os outros clássicos do realismo, sua obra ainda possui ampla aceitação e influência na atualidade. Teorias como: “estado de natureza” (“homo homini lupus”) e o “leviatã” (“contrato” social entre os homens naturais e a submissão a um Estado, garantindo à paz), trazidas para o Sistema Internacional “anárquico” resultam no dilema de segurança.


“Porque as leis de natureza (como a justiça, a eqüidade, a modéstia, a piedade, ou, em resumo, fazer aos outros o que queremos que nos façam) por si mesmas, na ausência do temor de algum poder capaz de levá-las a ser respeitadas, são contrárias a nossas paixões naturais, as quais nos fazem tender para a parcialidade, o orgulho, a vingança e coisas semelhantes. E os pactos sem a espada não passam de palavras, sem força para dar qualquer segurança a ninguém.”

Leviatã ou matéria, forma e poder de um Estado eclesiástico e civil. Thomas Hobbes.

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