sábado, 10 de maio de 2014

Resenha: Machete (2010)

Brenda de Castro
Internacionalista formada pela UNAMA e Mestranda em Ciência Política (PPGCP/UFPA)

           
Machete (Danny Trejo) é um ex-agente federal mexicano contratado por um homem misterioso (Jeff Fahey) para assassinar um importante político americano. Mas ele também se tornou alvo de outro matador e agora o que parecia ser uma simples e rentável missão, transformou-se numa sanguinária trama de conspiração contra o povo mexicano (Fonte: AdoroCinema).    
            Seria um filme comum de ação, se não fosse dirigido por Robert Rodriguéz (dos filmes Um Drink no Inferno, Sin City e Planeta Terror). Machete teve origem num trailer de filme fictício em Planeta Terror e com o sucesso acabou virando longa. O filme conta com um elenco forte formado por Robert De Niro, Steven Seagal, Cheech Marín, Jessica Alba, Michelle Rodríguez e até mesmo com uma participação especial de Lindsay Lohan.
         O longa traz a temática da imigração ilegal e a realidade da fronteira entre Estados Unidos e México de modo trash, com direito a muito sangue, mulheres seminuas, humor negro e abusando de personagens muitas vezes caricatos. Tudo isso não faz do filme menos verdade no tema que discute. Quando mostra o grupo de vigilantes que assassinam imigrantes que atravessam a fronteira, mais trash que a cena de um deles atirando em uma grávida, é saber que os fatos foram baseados em fatos reais.
            Em 2000, a Revista Time reportou o caso de mortes de imigrantes ilegais na fronteira por vigilantes[i] e em 2007 quatro homens foram acusados de atirar contra um caminhão com imigrantes ocasionando a morte de dois homens e uma jovem de 15 anos.
            O filme conta ainda com Robert De Niro como o Senador McLaughlin que tem como plataforma política expulsar os mexicanos dos Estados Unidos e criar uma cerca elétrica para mantê-los afastados. Na propaganda associa os imigrantes até mesmo com parasitas e baratas que devem ser aniquiladas. Pode parecer extremo ou exagerado, mas apesar do humor negro contido na crítica, faz referência a muitos posicionamentos políticos reais do país contra a imigração. E apesar de não existir uma cerca elétrica, já há um muro de segurança na fronteira dos países entre Tijuana e San Diego.
            A trama vai além e trata da manobra política do Senador McLaughlin em contratar Machete por meio do empresário Michael Booth para assassiná-lo, mas o mexicano é enganado e antes mesmo de efetuar o disparo é culpado como tentativa de assassinato do senador, o que é utilizado para promover o posicionamento anti-imigração do político e convencer a população.
            Assim, Machete, ainda um pouco relutante, começa a ser visto como um herói do povo mexicano e se juntam a ele a Organização liderada por She, outra heroína misteriosa, e a agente do Departamento de Imigração (Jessica Alba) que desconfia da ligação do político com o cartel mexicano de Torres (Steven Seagal).
            Talvez o mais o chocante no filme – além da cena em que um intestino é usado para rapel – seja a realidade na qual ele foi embasado. Desde os vigilantes da fronteira e a visão xenofóbica extremista que leva a mortes, assim como a própria lacuna dessa ideologia que muitas vezes se vê atrelada a muitos negócios ilegais com o próprio cartel mexicano.

            Aos cinéfilos que não tem aversão a sangue e apreciam o estilo de Tarantino, o filme é uma boa pedida, seja pela crítica política ou pelas ótimas e inesquecíveis atuações e bordões do filme.






[i]                       TIME. Border Clash. In: http://content.time.com/time/magazine/article/0,9171,997279,00.html



sexta-feira, 9 de maio de 2014

Globalizando: Curso de Relações Internacionais

Estão abertas as inscrições do vestibular da Universidade da Amazônia e serão ofertadas vagas para o curso de Relações Internacionais. Se você quer entender mais sobre o curso e sobre a carreira do internacionalista sintonize amanhã, às 11h, aqui na Rádio UNAMA FM 105.5 e ouça o Programa Globalizando, produzido pelos acadêmicos de Relações Internacionais.


quinta-feira, 8 de maio de 2014

Pensemantos Internacionalistas: Linklater e a teoria crítica

Andrew Linklater através da Teoria Social Crítica e inspirado em Habermas, desenvolveu novas articulações que explicassem os acontecimentos no Sistema Internacional. Linklater defende a tradição kantiana, buscando salvar o cosmopolitismo ético de Kant, no qual criou o“projeto prático de estender a comunidade além do Estado-Nação”. Para este teórico o estudo das Relações Internacionais deveria:


“Olhar para além do interior das sociedades, para a forma pela qual os grupos, distanciados uns dos outros, chegam a reconhecer a possibilidade de criar as relações com base na igualdade e na justiça.”

LINKLATER. Andrew. Men and citizenry in international relations.2ª ed. Londres: Macmillan, 1990.

Globalizando: TPI estuda possível investigação da Ucrânia por crimes de direitos humanos

O Tribunal Penal Internacional, está analisando a possibilidade de abrir uma investigação formal sobre alegações de crimes contra os direitos humanos cometidos na Ucrânia. Os crimes teriam sido cometidos entre 21 de novembro passado e 22 de fevereiro deste ano. A violência na Ucrânia começou no fim do ano passado após protestos de rua entre simpatizantes e opositores de uma maior aproximação do país à União Europeia. 


quarta-feira, 7 de maio de 2014

Tráfico Humano e a ONU

Georgilene Silva
Acadêmica do 6° semestre de Relações Internacionais da UNAMA


“Na Era da Informação: o tráfico humano é a degradação da humanidade em tempos pós-modernos”.
Ao olharmos para o período compreendido entre a segunda metade do século XX e os dias atuais, observamos que com o fim da Segunda Guerra Mundial e com a grande devastação humana, consequência da Guerra, os Estados, desde então, vêm buscando meios de preservar a vida, e na tentativa de uma melhor convivência internacional, em 1945 foi pensada a ONU – Organização das Nações Unidas, cuja criação foi efetivada em 1948.
A ONU teve e tem, entre outros objetivos, preservar os direitos fundamentais do homem, garantir a dignidade e o valor da pessoa humana, tudo baseado na igualdade de direitos de homens e mulheres.
Desse modo, entra em vigor em 24 de outubro de 1945 a Declaração Universal dos Direitos Humanos, na qual foram elencados, como o próprio nome diz, os direitos primordiais da pessoa humana.
Nos tempos modernos convivemos com o Tráfico Humano, um crime que choca e que é de difícil solução, já que fere muitos direitos e garantias humanas. Um crime tão bárbaro que envolve grandes instituições. Inclusive, neste ano, a Campanha da Fraternidade de 2014 trata desse tema.
Na tentativa de chegar a soluções para esses crimes foi criado, pela ONU em 2000, o Protocolo de Palermo, que trata mais especificamente do crime do tráfico de pessoas. O Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) é o órgão da ONU responsável pelo suporte aos países no que se refere às medidas de enfrentamento ao tráfico e ao abuso de drogas e de substâncias ilícitas, à corrupção e ao crime organizado transnacional. A atuação do UNODC se dá em três frentes de ação: prevenção, proteção às vítimas e fortalecimento dos sistemas de justiça dos países.
É necessário que maior número de criminosos sejam julgados e para isso é preciso que o tráfico de pessoas seja previsto como crime nas legislações nacionais, com leis capazes de inibir a ação essas ações criminosas. Das modalidades de Tráfico temos o de pessoas para o trabalho escravo, de mulheres e homens para a prostituição, de crianças para a adoção, de órgãos para transplantes.
O Tráfico é um crime que movimenta, segundo estatísticas da UNODC, 32 bilhões de dólares por ano. O conceito Marxista de “exploração do homem pelo homem” cabe muito bem nessa situação partindo do princípio da relação capitalista, onde humanos são tratados como mercadorias, explorados, violentados e cerceados de seus direitos. Isto, certamente, nos remete aos tempos de escravidão.

O protocolo de Palermo em seu artigo 3º, alínea a, que define tráfico de pessoa como sendo:
“o recrutamento, o transporte, a transferência, o alojamento ou o acolhimento de pessoas, recorrendo à ameaça ou uso da força ou a outras formas de coação, ao rapto, à fraude, ao engano, ao abuso de autoridade ou à situação de vulnerabilidade ou à entrega ou aceitação de pagamento ou benefícios para obter o consentimento de uma pessoa que tenha autoridade sobre outra para fins de exploração. A exploração incluirá, no minimo, a exploração da prostituição de outrem ou outras formas de exploração sexual, o trabalho ou serviços forçados, escravatura ou prática similares a escravatura, a servidão ou a remoçõs de órgãos”.
Respeitando as soberanias e as leis nacionais, o Protocolo de Palermo de 2000 serve como base para que os Estados possam unir forças e ratificar, atavés de um decreto, suas normas.
Entre as principais razões para a disseminação desse crime estão o fator econômico e social da vítima, a pobreza, a falta de esperança, a falta de instrução, entre outros, que fazem com que a vítima já fragilizada com a situação em que se encontra se torne uma “presa” fácil, visto que os traficantes, na maioria das vezes, são pessoas próximas às vítimas, amigos ou familiares e costumam ser escolarizados, sedutores e com alto poder de convencimento.
Nestes crimes as vítimas são convencidas a abandonar sua cidade ou país em busca de oportunidade para melhorar sua condição de vida, onde um agravante dessa situação é que, em muitos casos, a vítima não se vê como tal.
O fato da motivação da vítima envolver, na maioria das vezes, a questão econômico-social, nos mostra que os países menos desenvolvidos são os que mais sofrem com esse crime, de forma que as vítimas seguem de um país menos abastado economicamente para um país mais estruturado, o que consequentemente gera um desequilíbrio populacional já que, esses novos imigrantes, diga-se “ilegais”, que não estavam previstos na economia local.
Em outra indicação da UNODC, em um Relatório Global sobre Tráfico de Pessoas, é que a exploração sexual é a finalidade mais comum do tráfico de pessoas perpetrado em todo o mundo, atingindo quase 80% do total de vítimas.
Sendo a ONU a única instituição global comprometida com o desenvolvimento. Quase todas as organizações das Nações Unidas têm algum aspecto de assistência ao desenvolvimento e cooperação como foco, direta ou indiretamente. Entre agências, departamentos e escritórios da ONU que desempenham papel fundamental nos esforços de projetos para o desenvolvimento.
Nesse caso específico de tráfico humano, o desenvolvimento econômico local, onde a possível vítima possa ter a oportunidade de uma vida digna, muito provavelmente reduziria ou quem sabe até erradicaria esse tipo de crime.
Em combate a esse crime assim como o progresso de projetos desenvolvimentistas a ONU conta com o apoio do Conselho Econômico e Social (ECOSOC), com o Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais das Nações Unidas (DESA) e prevê o apoio aos processos intergovernamentais sobre questões de desenvolvimento na Assembleia Geral e no Conselho Econômico e Social, suas comissões funcionais e órgãos especializados.
A Cúpula das Nações Unidas sobre os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio de 2010 terminou com a adoção de um Plano de Ação Global para alcançar os oito objetivos antipobreza até 2015 e o anúncio dos principais novos compromissos para as mulheres e a saúde das crianças e outras iniciativas contra a fome, a pobreza e a doença.
            Apesar dos esforços, os organismos internacionais têm enfrentado muitas dificuldades de combater o tráfico humano. A participação da sociedade passa a ser cada vez mais fundamental, pois através das DENÚNCIAS as autoridades trilharão um caminho mais favorável e acelerado no processo de repressão ao crime. Conhecer os seus direitos tanto no país de origem quanto no país de destino, saber a localização das EMBAIXADAS e CONSULADOS, que já estão sendo preparados para atendimentos específicos para esse tema, os números a qual recorrer em caso de ser vitimada ou testemunha de casos de tráfico humano.

Disque Denuncia internacional: 180

Site do Ministério da Justiça(Brasil): WWW.mj.gov.br

Referencias:
CARTA DAS NAÇÕES UNIDAS .<http://www.fd.uc.pt/CI/CEE/pm/Tratados/carta-onu.htm>
ONU BRASIL. A ONU e o Desenvolvimento. <http://www.onu.org.br/a-onu-em-acao/a-onu-em-acao/a-onu-e-o-desenvolvimento/>
UNICEFBRASIL.DeclaraçãoUniversaldosDireitrosHumanos<http://www.unicef.org/brazil/pt/resources_10133.htm>
UNODC.SobreaUNODC.<http://www.unodc.org/lpo-brazil/pt/sobre-unodc/index.html>
MINISTÉRIO DA JUSTIÇA. Cooperação Internacional: UNODC<http://portal.mj.gov.br/main.asp?View={111A299A-4524-40479BD001B44350785E}&BrowserType=NN&LangID=ptbr&params=itemID%3D%7B19843684%2D87F4%2D429E%2D820E%2DFE43FD05F5E0%7D%3B&UIPartUID=%7B2868BA3C%2D1C72%2D4347%2DBE11%2DA26F70F4CB26%7D>

Globalizando: ONU envia alta comissária de direitos humanos para o Sudão do Sul

As Nações Unidas enviaram a alta comissária de direitos humanos da organização ao Sudão do Sul para apurar a situação de violações e assassinatos em massa no país africano. Desde dezembro passado, o Sudão do Sul está enfrentando uma onda de violência étnica após uma disputa entre o presidente Salva Kiir e o ex-vice-presidente do país, Riek Machar. A alta comissária de direitos humanos da ONU será acompanhada na viagem oficial pelo conselheiro especial para Prevenção do Genocídio.



terça-feira, 6 de maio de 2014

Pensamentos Internacionalistas: Cox e a teoria crítica das Relações Internacionais

Robert Cox se considera teórico crítico das Relações Internacionais, responsável por oferecer uma alternativa radical ao positivismo neo-realista. Esta teoria alternativa possui como uma de suas bases as ideias do escritor italiano Antonio Gramsci. Em suas próprias palavras “a teoria é sempre pra alguém e para algum propósito”. Logo não podemos dissociá-la do tempo histórico em que ela foi criada e divulgada. Um dos focos das obras de Cox é a preocupação com a ascensão e o declínio das ordens mundiais hegemônicas, ao longo do tempo.

“Os Estados criam as condições nas quais modos específicos de relações sociais alcançam domínio sobre os modos coexistentes, estruturam tanto proposital quanto inadvertidamente os elos de domínio e subordinação do processo acumulativo.”

COX, Robert. Production, power and world order: social forces in the making of history.New York, Colombia Univesity Press, 1987.

Programa Globalizando: "Freiburg e a Sustentabilidade no Mundo"


Nesta semana o Programa Globalizando  tem como tema "Freiburg e a Sustentabilidade no Mundo". Com a presença do Prof. MSc. William Monteiro  Rocha e da acadêmica de Relações Internacionais da Universidade da Amazônia Paula Sabrina Sena. 

Globalizando: Ban cita quatro prioridades para reforma do setor de segurança

O Conselho de Segurança da ONU adotou uma resolução sobre a reforma do setor de segurança no mundo.  No Conselho de Segurança foram identificadas quatro prioridades para a área. A primeira é reconhecer a ligação entre a reforma do setor de segurança e de outros setores, como reformas institucionais, de reconciliação nacional e diálogo político. A mudança leva tempo, por isso os países precisam fazer mais para garantir suas necessidades imediatas de segurança. 


segunda-feira, 5 de maio de 2014

Apelo da ONU para a Síria

Evelin Oliveira
Acadêmica do 3° semestre de Relações Internacionais da UNAMA



Qual o significado da vida humana? Atualmente, se analisarmos a questão frente às interações entre os agentes da política internacional, a resposta infelizmente será negativa e indignante. Nos últimos quatro anos, mais de cento e trinta mil pessoas morreram na Síria no conflito entre insurgentes e forças do governo do presidente Bashar al-Assad. 
O conflito devastou comunidades inteiras e forçou mais de nove milhões de pessoas a abandonarem suas residências. Segundo a BCC Brasil, 1 milhão de sírios estão refugiados no Líbano, os quais  já são quase 1/4 da população. Além disso, mais de 11 mil crianças morreram ainda nos primeiros três anos de guerra civil na Síria, a qual, agora em 2014 entra no seu quarto ano e estes números só tendem a aumentar, porém, devido a intolerância à imprensa no país, eles podem ser ainda mais alarmantes.
 O que os sírios almejam é um país mais democrático, onde a população seja ouvida. Segundo a publicação da BBC Brasil do dia 14 de março de 2014, esse cenário de conflito teve início bem antes, na chamada Primavera Árabe, quando um jovem na Tunísia, ateou fogo ao próprio corpo como manifestação contra as condições de vida no país. Ele não sabia, mas o ato desesperado, que terminou com a própria morte, seria o pontapé inicial para a deflagração de manifestações internas nos países árabes.  
Em seguida, o ideal revolucionário democrático se acendeu em outros países, como: Líbia, Egito, Argélia, Bahrein, Marrocos, Iêmen, Jordânia, Omã. Na Síria a luta é pela deposição do ditador Bashar al-Assad, cuja família se encontra no poder há 46 anos. O governo de Assad é repressor e violento e não zela pela qualidade de vida da população.
A guerra civil na Síria começou em março 2011, impulsionada pelos ideais de busca pela democracia que pode apenas consistir numa ideologia imposta pelo Ocidente, o qual acredita veementemente que esta é uma saída para um mundo mais digno e harmônico. O conflito interno do país é causado pelos diferentes interesses dos agentes atuantes que não permitem que o país seja homogêneo, pelo menos nessas questões. 
Nestes conflitos prevalece à utilização da violência para satisfazer os objetivos tanto do governo quanto dos rebeldes. Entre esses interesses divergentes está uma população amedrontada e devastada por atos desumanos utilizados pelas duas partes. Na Declaração conjunta dos chefes das Agências Humanitárias da ONU sobre a Síria, está explicito o apelo urgente em nome dos milhões de pessoas que tem suas vidas afetadas por causa da guerra.
De acordo com a Declaração, “parece que dias piores ainda estão por vir”, isso devido à existência de uma indefinição internacional, na qual não há um posicionamento que realmente dê assistência necessária à população, além de o acesso humanitário ser negado  tanto pelo governo quanto pelos rebeldes. 
O destino da Síria cada vez mais se torna obscuro e desolador, onde o povo sírio luta desesperadamente pela vida e mantém acesa a esperança de que um dia essa realidade mude. Para que isso um dia venha a acontecer, a comunidade internacional precisa urgentemente fazer mais por esse povo que vem sofrendo há quatro anos, porque pessoas inocentes não podem ainda continuar perdendo suas vidas em meio a atitudes irresponsáveis e impiedosas pela busca do poder.


REFERÊNCIAS:
BBCBrasil. Em três anos, conflito na Síria matou mais de 100 mil; entenda http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2014/03/140314_siria_3anos_entenda_dg.shtml, acesso em 01 de abril de 2014.
______. Com 1 milhão de sírios, refugiados no Líbano já são quase 1/4 da população http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2014/04/140403_libano_refugiados_siria_fn.shtml, Atualizado em  3 de abril, 2014 - 14:17 (Brasília) 17:17 GMT, acesso em 03 de maio de 2014.
______. Crianças na Síria são vítimas de atiradores e tortura, diz relatório  http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2013/11/131124_siria_criancas_mortes_conflito_rw.shtml, acesso em 29 de abril de 2014.
ESTADÃO. Um ano de Primavera Árabe, a primavera inacabada http://topicos.estadao.com.br/primavera-arabe, acesso em 31 de abril de 2014.
UNICEF. Declaração conjunta dos chefes das agências humanitárias da ONU sobre a Síria https://www.unicef.pt/18/site_declaracao_agencias_humanitarias_da_onu_sobre_a_siria_2014_04_23.pdf, acesso em 30 de abril de 2014.

Globalizando: ONU e COI firmam acordo de cooperação para esporte e desenvolvimento

Um evento na sede da Organização das Nações Unidas marcou a assinatura de um acordo de cooperação da organização com o Comitê Olímpico Internacional. A iniciativa prevê um passo importante na colaboração das duas entidades sobre o papel do esporte para o desenvolvimento e a paz. A ONU ressalta que em áreas de conflito civil, o esporte ajuda a estabelecer um sentido de normalidade. A parceria está baseada na noção de que, através do esporte, pontes culturais, religiosas e étnicas possam ser construídas. 


sábado, 3 de maio de 2014

Dicas de Filmes


UMA VERDADE INCONVENIENTE (2006)

TÍTULO ORIGINAL: An Inconvenient Truth
DIREÇÃO: Davis Guggenheim
ELENCO: Albert Arnold "Al" Gore Jr.
DURAÇÃO: 96min.
GÊNERO: Documentário
NACIONALIDADE: EUA

O filme aborda questões pertinentes como o aquecimento global e analisa também as práticas sustentáveis propondo sugestões em torno do tema.


TERRA E SUSTENTABILIDADE (2012)

FINANCIADO POR: Fundação John Deere/EMBRAPA/ Videomakers
GENERO: Documentário
DURAÇÃO: 01h28min
GÊNERO: Documentário
NACIONALIDADE: Brasil

O longa mostra as vantagens da recuperação de áreas e da integração de cultivos e apresenta um novo olhar para as práticas sustentáveis.


DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL (2012)

TÍTULO ORIGINAL: Sustainable Development
DIREÇÃO GERAL: Cesar Romagna
FINANCIADO POR: Development Research Centre (IDRC), Centro de Investigaciones para la Transformación ( Cenit ) , Centro de Gestão e Estudos Estratégicos ( CGEE ) e Centro Intelis de análisis de la Innovación y Emprendimiento da Universidad de Chile .
GÊNERO: documentário
DURAÇÃO: 43min.
NACIONALIDADE: Argentina, Brasil e Chile.


Este filme apresenta medidas para garantir o desenvolvimento e a preservação do meio ambiente a longo prazo.

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Pensamentos Internacionalistas: Walker e a teoria pós-moderna

Robert Walker é um teórico pós-moderno, crítico do realismo e do conceito de soberania, além de relacionar as teorias internacionais e a teoria política. Para Walker a esfera política doméstica é repleta de progresso, cidadania e ética, enquanto à esfera internacional é descrita como anárquica e despida de valores. Ele chama atenção da separação conceitual entre Teoria Política e Teoria Internacional, que serviria para manutenção de privilégios daqueles que se beneficiam da ideia do Sistema Internacional como é descrito hoje.



“Conhecendo o outro [lá] fora, é possível afirmar a identidade [aqui] dentro. Conhecendo a identidade [aqui] dentro é possível imaginar as ausências [lá] fora.” 

Globalizando: ONU elogia aumento de oposição à aplicação da pena de morte

A Organização das Nações Unidas realizou um debate especial sobre sociedades estáveis e pacíficas. O encontro tratou da questão da violência em todo o mundo e da aplicação da pena de morte, em vários países. Ban Ki Moon elogiou o crescimento da tendência contra a pena de morte. Mais de 160 países aboliram a medida ou não aplicam mais a sentença. Enquanto que muitos países ainda executarem as pessoas sem considerar o processo jurídico adequado. 



O Dia Mundial da Liberdade De Imprensa

Ana Raquel Cordeiro Dionisio
Acadêmica do 7ª semestre de Relações Internacionais da Unama

           
Atualmente o mundo passa por uma síndrome do “globalismo”, na qual os países tentam acompanhar uns aos outros na busca por melhorias nas áreas tecnológica, econômica e social. Essa busca desenfreada por desenvolvimento se tornou mais forte com o fim da Guerra Fria, quando foram utilizadas “armas inovadoras” e que deu ao mundo uma nova direção histórica.
Uma dessas inovações foi o encurtamento entre as nações por meio de TV, rádio e atualmente a internet, meio mais comum para manter relacionamentos entre a comunidade internacional, além de ser uma ferramenta que beneficiou também os chefes e representantes de Estado, que passaram a criar alianças e resolver conflitos de forma mais rápida e menos onerosa.
            No entanto, toda essa facilidade a informações fornecida pela imprensa nacional e/ou internacional, gera desconfiança na veracidade de notícias e fatos, isso porque informar é diferente de levar a conhecer. Quando lemos um jornal ou revista, por exemplo, não enxergamos os fatos como eles realmente são, e sim como o escritor enxerga, o que nos leva a perceber que a verdade pode ser dita e vista de diferentes ângulos.
É como se duas torres tivessem sido atingidas e durante o acontecimento tivessem três pessoas localizadas em pontos diferentes e cada uma afirmar que terá dito esta verdade, “duas torres caíram”, mas estas mesmas pessoas contariam de modo diferente a forma como o fato aconteceu. A verdade é que os meios de informação ajudam e cooperam para o “conhecimento” de uma sociedade, mas nem sempre mostram as posições exatas de determinado assunto.
            Todavia, mesmo que a imprensa não seja um meio 100% seguro para que saibamos o que ocorre com o mundo em nossa volta, ela não deixa de ser uma ótima ferramenta para que a sociedade possa exercer sua cidadania, já que ela possui um papel fundamental: o de expressar o sentimento de uma sociedade, ajudar na formação de argumentos, e denunciar o que está muitas vezes oculto.
            Uma das formas do povo expressar essa cidadania é através de manifestações, uma atitude que já foi e que está voltando a ser cada vez mais utilizada pela sociedade, e mostrada pela imprensa televisiva, como forma de “pedir ao público” que tome uma postura para mudar o sistema em que se insere. Neste caso, as manifestações transmitidas pela imprensa acabam servindo também como uma arma contra, ou a favor de uma causa que afeta a todos, não para alienação, mas para que através dela o "governo do povo" seja exercido pelo próprio povo. 
Sendo assim, para lembrarmos desta ferramenta social, a Organização das Nações Unidas (ONU) por meio de uma iniciativa da UNESCO, definiu o dia 3 de Maio de 1991 como O DIA MUNDIAL DA LIBERDADE DE IMPRENSA.
            Mais do que um dia para lembrarmos da imprensa como ferramenta de informação ou de uma arma democrática, esta data serve para que lembremos também de inúmeros profissionais da área que vivem em países onde a liberdade de expressão praticamente não existe. Nestes locais as pessoas são impedidas de esboçar qualquer opinião, e aqueles que ousam fazer isso sofrem ameaças, sequestros e muitas das vezes correm risco de morte, como é o caso da República Democrática Popular da Coréia, ou mais popularmente conhecida como Coréia do Norte. Um dos países com o pior registro de Direitos Humanos segundo a ONU, a Coréia do Norte tem restrições severas quanto a liberdade política, econômica e também religiosa, sendo comparada até mesmo ao regime Nazista.

“Feliz do povo que hoje pode usufruir deste direito fundamental [liberdade de expressão], pois durante muito tempo gerações, em troca de suas próprias vidas, foram obrigadas a se submeter ao poder dos mais abastados, que impediam que a verdade fosse revelada.” (Aline Martins Rospa).


REFERÊNCIAS

O papel do direito fundamental à liberdade de imprensa no estado brasileiro. Disponível em: <http://www.ambito-juridico.com.br/site/?n_link=revista_artigos_leitura&artigo_id=10287&revista_caderno=9 >. Acesso em 28 de Abril de 2014.


Coréia do Norte, liberdade ou morte. Disponível em: <http://www.liberdade.cc/posts/2756#.U18ApNxdXT8 > Acesso em 28 de Abril de 2014.

Dia Mundial da Liberdade de Imprensa – 3 de maio de 2012. Disponível em: <http://www.onu.org.br/dia-mundial-da-liberdade-de-imprensa-3-de-maio-de-2012/> Acesso em 28 de Abril de 2014.

 

Declarado o dia da liberdade de imprensa. Disponível em: <http://hojenahistoria.seuhistory.com/declarado-o-dia-mundial-da-liberdade-de-imprensa> Acesso em 28 de Abril de 2014.
  

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Globalizando: Reunião internacional em Haia discute oceanos e segurança alimentar

A Holanda recebeu uma conferência global sobre oceanos e segurança alimentar. O encontro foi organizado pelo governo holandês, pelo Banco Mundial e pela FAO, a agência da ONU para Agricultura e Alimentação. Ministros de 60 países e cerca de 500 representantes da indústria pesqueira e da sociedade civil discutiram três ameaças à saúde dos mares e à alimentação: sobrepesca, destruição do habitat marinho e poluição. A FAO destaca que a saúde dos oceanos tem um papel central para um dos desafios deste século, o de como alimentar 9 bilhões de pessoas até 2050.