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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Fórum Econômico Mundial

Sabrina Sena
Acadêmica do 6º Semestre de Relações Internacionais da UNAMA


Fórum Econômico Mundial ou FEM, é uma organização sem fins lucrativos com sede em Genebra. É conhecido por suas reuniões anuais em Davos, na Suíça, onde se reúnem os principais líderes empresariais e políticos, assim como outros atores não necessariamente ligados a política.
No início deste ano, os principais temas debatidos foram sobre desigualdade social, o desempenho do Banco Central Europeu e a economia da China e dos Estados Unidos.
A principal preocupação do Fórum ainda recai sobre a questão das políticas econômicas globais a serem construídas pelas principais economias mundiais, bem como isso pode causar turbulências no mercado financeiro internacional que atingiria os países emergentes.
O momento, ao que tudo indica, é que a zona do euro e os Estados Unidos estão consolidando a estabilização econômica e a meta para 2015 é retomar o crescimento. O Banco Central Europeu (BCE) desenvolverá um programa de compra de títulos para aumentar a liquidez na zona do euro, mas para que isso seja uma medida exitosa, será necessário fazer reformas estruturais e, além disso, exigir a estabilidade econômica de países do bloco, como a Grécia.
Além disso, outras discussões envolveram a economia da China. O país é a segunda maior economia global e ultimamente vem sofrendo decréscimo econômico e isso tem repercutido mundialmente em diversos países. No entanto, em seu debate no Fórum, o primeiro ministro da China Li Keqiang, disse que Para estabilizar o crescimento, a China continuará a buscar uma política fiscal proativa e uma política monetária prudente.
Por que foi preciso discutir esses temas? Percebe-se a forte presença do tema “Economia” imperando nos debates internacionais. É necessário, sem dúvidas, porque a partir disso, diversos outros assuntos encaminham como a desigualdade, meio ambiente, saúde, estabilidade mundial etc.
Nos debates anuais do Fórum, pessoas importantes lideram os debates e esclarecem as iniciativas a serem tomadas pelos países, medidas políticas e empresariais. Não é um espaço para obrigatoriamente tomar medidas para serem colocadas em ação, mas um ambiente de discussão de ideias que irá ecoar em ações.
Por isso, temas que este ano foram debatidos não foram nada além do que aquele que continua assustando o futuro de nações emergentes, que é a desigualdade. Muito se ressaltou que haverá um momento em que se essa desigualdade não for de fato trabalhada, poderá começar a prejudicar o desemprenho do lado de quem ganha com essa desigualdade. Por isso, o encontro vem a ser importante para que pontos de vista sejam esclarecidos e o diálogo seja claro e aberto.

Referências
World Economic Forum Annual Meeting 2015. Disponível em: http://www.weforum.org/events/world-economic-forum-annual-meeting-2015

Por que a reunião de Davos é relevante para o Brasil?. Disponivel em: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2015/01/150122_davos_levy_ru


Forum de Davos revela incertezas sobre economia mundial. Disponivel em: http://www.portugues.rfi.fr/economia/20130123-forum-de-davos-revela-incertezas-sobre-economia-mundial

A China consegue evitar a deflação¿ Disponivel em: http://www.valor.com.br/opiniao/3879522/china-consegue-evitar-deflacao

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

A reunião do G20: principais decisões tomadas no encontro

Catarina Bastos
Acadêmica do 2° semestre de Relações Internacionais da UNAMA


Entre os dias 15 e 16 de novembro deste ano, ocorreu em Brisbane, na Austrália, a 9° Reunião de Cúpula do G20, que reúne ministros de finanças e chefes dos bancos centrais das 19 maiores economias do mundo, mais a União Europeia. Juntos, representam 90% do PIB mundial, dois terços da população global e quatro quintos do comércio internacional.
Durante a reunião, mais de 800 medidas foram discutidas e negociadas, tendo como principal enfoque as reformas financeiras nos países que compõe a reunião.
No âmbito comercial foi anunciado através de um comunicado o acordo de estímulo à economia dos países em um total de dois bilhões de dólares até 2018, elevando em 2,1% o total do PIB através de políticas que deverão ser implementadas, resultando ainda no crescimento em 0,5% do PIB dos países que não fazem parte do G20, nos próximos cinco anos.
A presidente Dilma afirmou que o ano de 2015 será marcado por ajustes na economia brasileira. Mas, sem maiores especificações, disse que haverá cortes de gastos, os quais resultarão na ampliação da economia do Brasil.
Na área da saúde, os chefes de governo, incluindo o presidente dos EUA, Barack Obama, e o presidente da China, Xi Jinping, declararam que o vírus Ebola pode ser uma ameaça ao desenvolvimento econômico e se dizem preparados para fazer o que for necessário para acabar com o surto, apoiando um pacote de ajuda do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial para os países mais afetados. Também pedem o maior apoio internacional para auxiliar no combate ao vírus que já deixou mais de 5 mil mortos.
No cenário político, foi acordado um Plano Anticorrupção que deve levar os países a compartilhar informações para a aplicação de leis com o intuito de investigar donos de companhias de fachada e fundos utilizados por magnatas para sonegar impostos, lavar dinheiro e esconder iniciativas corruptas. Tal medida obteve apoio de diversos países como a China, que se mostrou resistente à ideia, no início.
Além disso, os países que participantes da reunião conseguiram chegar a um consenso para uma ação eficaz sobre o clima, com a ajuda de um mecanismo de financiamento, chamado Fundo Verde da ONU. Estados Unidos e França já fizeram doações que juntas somam mais de U$ 4 bilhões.
A reunião da cúpula ocorre todo ano desde 2008 e é uma oportunidade para que os representantes das nações mais poderosos, em sentido econômico, apresentem ideias para desenvolver as políticas econômicas e sociais dos países membros e do cenário mundial. Por isso, é necessário estar atento às propostas, verificando se as mesmas se tornam ações efetivas.
           


REFERÊNCIAS
ARAÚJO, Liliane. Em reunião G20 vê possibilidade de crescimento de 2,1% até 2018. 2014. Disponível em: http://180graus.com/noticias/em-reuniao-g20-ve-possibilidade-de-crescimento-de-21-ate-2018-2. Acesso em: 21 de novembro de 2014.
DILMA discursa na reunião do G20 em Brisbane, Austrália. 2014. Disponível em: http://www.brasil.gov.br/governo/2014/11/dilma-discursa-na-reuniao-do-g20-em-brisbane-australia. Acesso em: 22 de novembro de 2014.
PAÍSES chegam a consenso sobre clima ao final do G20. 2014. Disponível em: http://www.portugues.rfi.fr/mundo/20141116-paises-chegam-consenso-sobre-clima-ao-final-do-g20. Acesso em: 22 de novembro de 2014.

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

OMC: Perspectivas e Desafios do Fórum Público (1-3 Out)

Ana Carolinne Barata
Acadêmica do 7º semestre de Relações Internacionais da Unama

Desde o dia 1º de Outubro está ocorrendo na sede da Organização Mundial do Comércio (OMC), em Genebra, o Fórum Público Anual. Este ano, o fórum tem o objetivo básico de discutir a questão histórica da humanidade em relação ao comércio, a partir das dificuldades que os povos vêm enfrentando diante as dificuldades comerciais de alguns Estados.
Segundo a OMC, “it showcases the myriad connections between trade and people's daily lives and demonstrates how trade improves the day-to-day lives of citizens around the globe” (WTO, 2014). O debate também engloba as dificuldades que a organização vem enfrentando, principalmente perante a falta de consenso da Rodada Doha, onde buscarão soluções para a crise da OMC.

Podendo ter a participação de civis, de acadêmicos, da mídia e de representantes de Estados (cerca de nove mil participantes), o Fórum Público buscar alcançar diretrizes que sejam benéficas para os povos mais prejudicados economicamente, bem como, chegar a proposições de uma maneira mais democrática, além de facilitar a cooperação entre os Estados. Sob os olhos da teoria critica de relações internacionais, “o dialogo aberto é o método que garantiria que acordos não sejam estabelecidos, ignorando ou suprimindo vozes marginais e dissidentes” (LINKLATER, 1998, 41 apud Sarfati, 2005), sendo então um meio viável de estabelecimento de metas e objetivos perante a atual conjuntura da organização.
Diante das dificuldades que a OMC vem passando, alcançar objetivos que sejam postos em pauta pela sociedade, é uma chance de impedir que a organização chegue ao fim, como vem demonstrando na crise que se instalou desde o ano passado. E, buscar alcançar a cooperação, que é o seu princípio básico como organismo de governança global do comércio, é o pilar principal de fóruns públicos como este.
O fórum tem como temas: “Por que o comércio interessa a todos”; “Comércio e Emprego”; “Comércio e Consumidores”; “Comércio e a África”; “Retornando a Rodada Doha”. A escolha dos temas mostra que a OMC tem como principal objetivo, a partir destas discussões, dar continuidade na sua atuação como órgão regulador e decisório no fluxo do comércio entre as nações, o qual é a principal fonte de emprego e consumo interno dos Estados.
 A questão da África e da Rodada de Doha podem ser vistos como temas especiais, ao passo que a África vem se tornando um ator econômico cada vez mais influente (como a sua atuação nos BRICS) no Sistema Internacional, mas ao mesmo tempo, com mazelas internas significativas de preocupação internacional, especialmente no que diz respeito à fome.
Já o debate sobre a Rodada de Doha mostra a preocupação do atual presidente da organização, Roberto Azevedo, com o futuro da OMC, que está caminhando para o fim cada vez mais rápido, visto os intensos debates internos que vêm ocorrendo entre os países-membros, especialmente no que diz respeito às imposições feitas pelos Estados mais influentes e as tentativas de resistência que os países ainda em desenvolvimento econômico vêm mostrando, onde novamente a falta de consenso impera.
Portanto, o Fórum Público da Organização Mundial do Comércio deste ano está tentando resgatar a força da organização, perdida há algum tempo, do mesmo modo em que tenta buscar soluções econômicas internas aos Estados, visando a atenção com a população, a partir de sua história com o comércio mundial.


REFERÊNCIAS
SARFATI, Gilberto. Teoria das Relações Internacionais. São Paulo: Saraiva, 2005.
WTO (World Trade Organization/ Organização Mundial do Comércio) <http://www.wto.org/>.  Em: Outubro, 2014.


quarta-feira, 1 de outubro de 2014

O Marketing Internacional e o Internacionalista

Paulo Victor Silva Rodrigues
Acadêmico do 7º semestre de Relações Internacionais da UNAMA




Com o advento da Globalização e da consequente intensificação do fluxo de bens e pessoas entre os países, o marketing internacional ganhou destaque. Todavia, engana-se quem pensa que essa vertente do Marketing é um fenômeno recente, haja vista que teve início ainda nos primórdios da era mercantilista, quando começaram as trocas comerciais entre as nações.
Além disso, o surgimento de blocos econômicos e áreas de livre comércio, como: União Europeia, MERCOSUL, Nafta, entre outros, influenciaram fortemente nas relações entre as empresas e os países. Assim, o marketing internacional é uma importante ferramenta no Comércio Exterior, mas deve-se saber utilizá-la. Nesse contexto destaca-se o internacionalista.
É relevante definir Marketing Internacional, segundo Keegan, (KEEGAN, W. J.; GREEN, 1999) um processo que visa otimizar os recursos e orientar os objetivos de uma organização através das oportunidades de um mercado global. E para se alcançar tais oportunidades é fundamental a boa aplicação envolvendo pontos relevantes, como: planejamento, pesquisa, identificação, conhecimento, segmentação de mercado, estudo sobre o comportamento de compra do consumidor, decisões de produto, preço, canais de distribuição e comunicação de marketing.
As empresas, por exemplo, na busca por criação de valor para seus clientes e para alcançar objetivos internos, utilizam quatro pontos principais, são eles: Produto, Preço, Distribuição e Promoção. No primeiro, trata-se do que seria oferecido para os clientes com objetivo de troca. No segundo, refere-se à quantidade de dinheiro que seria dada em troca de algum produto ou serviço. No terceiro, envolve os meios utilizados para distribuição do produto no mercado; e no último, englobam-se as formas utilizadas de divulgação do produto ou serviço para o mercado alvo, o qual é o segmento do mercado que a empresa ou organização pretende atingir.
Agir no âmbito internacional é complexo e delicado. Para isso, é preciso fazer um estudo sobre cada país individualmente – cultura, economia, política, leis e normativos, regras de marcas, patentes, licenciamento e câmbio. O profissional de Relações Internacionais tem papel fundamental, haja vista que possui competência para desenvolver esse estudo, o qual viabilizará ou não a internacionalização de determinada empresa.  Ademais, muitas que decidem expandir para o exterior acabam não logrando sucesso por ignorar o estudo detalhado do país em que pretende atuar, principalmente sobre a cultura, fator que pode ser decisivo para o sucesso de uma empresa que quer atuar em outro país.
Acrescenta-se também a instabilidade política, que influencia na decisão de internacionalizar-se, pois o negócio pode ser prejudicado por este fator, que não pode ser negligenciado, vide o caso da Petrobrás na Bolívia, onde sofreu um enorme prejuízo, pois o governo daquele país desrespeitou acordos comerciais firmados. Além disso, destaca-se a situação financeira da Bolívia, uma vez que uma economia frágil não oferecerá boas perspectivas de sucesso.
O bom desenvolvimento e aplicação do marketing internacional pode trazer vantagens como as destacadas pelo Prof. Ari Lima (2008).        
·     1) Oportunidades para a transferência de produtos, marcas e outras ideias para as subsidiárias;
·        2) Surgimento de clientes globais;
·    3) Melhoria de vínculos entre infraestruturas nacionais que levam ao desenvolvimento de uma infraestrutura de marketing global.
Portanto, percebe-se que no marketing internacional é imprescindível se pensar globalmente e agir regionalmente, adaptando os fundamentos do marketing doméstico no cenário internacional, e capturando as perspectivas globais para promover adequações no cenário doméstico. Sendo esta área de elevada importância, principalmente no atual momento – Globalização – em que vivemos, com cada vez mais empresas e organizações expandindo-se para outros países (mercados).
Sem dúvidas, o internacionalista é necessário e tem destaque neste ambiente por possuir conhecimento e competência nessa e em outras áreas, como: negócios, economia, ciência política e direito, que são fundamentais para uma empresa/organização que decide se internacionalizar e promover o comércio mundial.
           


Referencias:
KEEGAN, W. J.; GREEN, M. C. Princípios de marketing global. São Paulo: Saraiva, 1999.

LIMA, Ari. A importância do marketing internacional. Disponível em: <http://www.arilima.com/a-importancia-do-marketing-internacional/>

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Implicações sobre uma Escócia Independente para a União Europeia

Nancy Queiroz
Acadêmica do 4° semestre de Relações Internacionais da UNAMA


Acontece hoje, nesta quinta-feira (18) o referendo separatista na Escócia que decidirá o destino da região. Trata-se de um plebiscito que definirá se a Escócia continuará ou não fazendo parte do Reino Unido. Há muitas implicações que devem ser levadas em consideração caso haja um resultado positivo. Historicamente a Escócia faz parte do Reino Unido há mais de 300 anos e em dados brutos ela representa 8,3% da população, ocupa 32% do território britânico e cerca de 9,3% dos gastos do governo vão para a região escocesa.
Os motivos que levaram ao referendo são históricos, seja por questões nacionalistas, ou por ambições políticas e até mesmo ideológicas, sendo que no Parlamento Britânico, dos 59 deputados escoceses, apenas um é conservador (David Cameron), ou seja, unionista. Caso haja a perda do território escocês, o Reino Unido teria seu território reduzido a dois terços do que é atualmente.
As implicações estão principalmente voltadas para a situação econômica, visto que o país representa 9,2% do PIB britânico, por conta das reservas de petróleo do Mar do Norte que ficam do lado escocês. O líder da Escócia do partido nacionalista, Alex Salmond (principal impulsionador do movimento separatista), pretende criar um fundo com um décimo da receita do petróleo, fazendo com que a Escócia se torne uma espécie de Noruega (monarquia constitucional), vista como o melhor país do mundo em desenvolvimento humano, porém, com sistema político social-democrata.
No entanto, a exploração de petróleo do mar do Norte precisa da tecnologia britânica para avançar, pois a Inglaterra é o principal precursor deste projeto. Especialistas alegam que as reservas já não detêm recursos suficientes para atender um possível país recém-formado e todas as suas obrigações financeiras.
Outro ponto a ser analisado seria a questão monetária, em uma “Escócia independente” a moeda usada seria a libra esterlina. Porém, a Grã-Bretanha se recusa compartilha-la, sendo que o uso do euro não é um recurso aceito pelos escoceses. O uso da libra esterlina faria o governo escocês abrir mão de arquitetar sua política monetária e manobras para suas finanças públicas. Essa falta de estabilidade monetária causaria problemas de cooperação e relações pacíficas com outros países.
 Quanto a sua situação com a União Europeia, sendo um novo país, a Escócia teria que entrar na fila e preencher todos os requisitos necessários para fazer parte desse bloco seguindo as condições necessárias. De acordo com o artigo 49 do Tratado da União Europeia, os princípios básicos são: ser um país europeu, respeitar os princípios comuns da liberdade, da democracia, do respeito pelos direitos do Homem e pelas liberdades fundamentais, bem como do Estado de Direito. Assim sendo caracterizado por um novo país, legítimo e soberano.





Referência:
CARTA, Gianni. Disponível em: <http://www.cartacapital.com.br/revista/817/o-reino-unido-sem-uisque-8026.html>. Acesso em: 15. Set. 2014.
DARIO, Thuburn. Disponível em <http://exame.abril.com.br/mundo/noticias/como-sera-o-futuro-se-a-escocia-se-tornar-independente>. Acesso em: 15. Set. 2014.
Europa.eu. Disponível em: < http://europa.eu/legislation_summaries/enlargement/ongoing_enlargement/l14536_pt.htm>. Acesso em: 16.Set.2014.
HASSAN, Gerry. Disponível em: <http://eds.a.ebscohost.com/eds/pdfviewer/pdfviewer?sid=aa190e9d-0cc3-433e-ba9a-c791e44d1fef%40sessionmgr4004&vid=1&hid=4111>. Acesso em: 15. Set. 2014.
PRESSE, Da France. Disponível em: <http://g1.globo.com/mundo/noticia/2014/09/saiba-o-que-acontecera-se-a-escocia-se-tornar-independente.html>. Acesso em: 15. Set. 2014

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

A importância da Economia Internacional e o papel do Economista

Fernando Moreira
Acadêmico do 6° semestre de Relações Internacionais da UNAMA


A inflação está alta. O dólar está em queda. O FMI liberou empréstimos... Estas frases são corriqueiras nos jornais. Porém, até que ponto estas circunstâncias externas afetam a realidade de cada indivíduo. Quem poderia ser o responsável por uma analise tão complexa? Na gangorra de preços dos mais diversos produtos consumidos pela população, o vetor que movimenta os pesos entre uma extremidade e outra, na maioria das circunstâncias, provêm de fatores externos, ou seja, a economia internacional influencia diretamente a realidade interna.
Como disse Adam Smith nenhum país possui todos os recursos necessários para a sua própria subsistência. Além disso, os recursos disponíveis são escassos, pois não durarão para sempre, é necessária uma troca entre países. Este pensamento é basilar para compreender o contexto da economia internacional – o de suprir as necessidades entre países sabendo que os recursos são escassos.
A disponibilidade em abundância ou em potencial de determinado país faz com que seu poder ganhe relevância no sistema econômico internacional. Passos afirma que isso provoca o fenômeno da especialização. Deste modo, potencializa-se a produção dos recursos disponíveis em seu espaço vital, assim como uma profissão, um profissional especializado é sinônimo de um profissional qualificado.
Em se tratando de profissão, toda essa discussão não teria existência se não fosse graças ao trabalho do economista. No dia 13 de agosto é comemorado o Dia do Economista. Esta data é comemorada desde 1951, quando a profissão foi homologada.  Um profissional que possui amplos conhecimentos e ocupa cargos de alto escalão em empresas e organizações estatais, e tem por responsabilidade analisar a utilização dos recursos disponíveis, e assim, passeiam entre a micro e macroeconomia – é necessária muita responsabilidade, visto que a análise não está apenas nos números, mas também nas políticas de cada país. Os teóricos precursores desta área são: Adam Smith, David Ricardo e Karl Marx.
A economia é uma das ciências com grande conexão à área das Relações Internacionais. Hoje podemos dizer, de forma geral, que temos uma economia globalizada, com a circulação de moedas, serviços e produtos mundo a fora. A economia internacional é tão relevante quanto a economia interna. Economistas e Internacionalistas representam uma integração que tem por elo a economia internacional. São profissionais capacitados, e estão diante de grandes desafios globais.


Referências:
SMITH, Adam. A riqueza das nações: investigação sobre sua natureza e suas causas. Com introdução de Edwin Cannan; tradução de Luiz João Baraúna- são Paulo: Abril Cultural 1983.
PASSOS, Carlos Roberto Martins. Princípios da Economia. Ed. Thomson Learning; São Paulo 2002.
Portal da Memoria OAB São Paulo. Dia do Economista. Disponível em: <http://www.oabsp.org.br/portaldamemoria/datas-comemorativas/dia-do-economista>. Acesso em: 12 ago. 2014.

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Petrobrás e a Arbitragem Internacional

Bruna Pinheiro
Acadêmica do 5º semestre de Relações Internacionais da UNAMA


Nos últimos meses, a maior estatal brasileira, a Petrobrás, tem passado por uma série de investigações a fim de compreender os gastos exorbitantes com a refinaria de Pasadena. Muito antes das investigações ou CPI’s que vêm sendo instaladas, está a compra da refinaria e todo seu processo.
Nos processos de negócios internacionais atuais, a presença de um internacionalista é fundamental, principalmente no que tange a confecção dos contratos internacionais das empresas. Isso sem contar leitura, interpretação e confecção do contrato, onde o maior prejuízo a estatal foi causado. Diferentemente do passado, onde os operadores do direito eram os atores principais para a elaboração deste contrato, os internacionalistas possuem um olhar diferenciado para este e, caso ocorra um litígio, podem, até mesmo, exercer o papel de árbitro internacional.
O caso da Petrobrás com a compra de Pasadena é exemplo explícito de um caso para a justiça arbitral. O principal motivo de todo problema envolto deste caso é o não auxílio correto por parte dos analistas do contratado da Petrobrás. Este contrato, patológico e mal compreendido pela estatal brasileira, a levou a ter grandes perdas financeiras.
A arbitragem internacional é um meio alternativo para solucionar litígios com mais rapidez, mais sigilo, menos burocracia, menos dinheiro e mais especialidade. Por isso, o internacionalista é tão importante para a Petrobrás como grande empresa e de porte internacional. Todavia, no caso de Pasadena, com o mau auxílio dado para a interpretação do contrato, feito entre a Petrobrás e a Astra Oil, levou as partes à arbitragem internacional, que teve sentença favorável a Astra Oil dado a validade do contrato. Este é um caso que não pode ocorrer em um contrato internacional com empresas de tamanho porte, visto que quando ocorrem perdas elas são demasiadamente onerosas.
Apesar da perda da Petrobrás na sentença arbitral proferida, vale ressaltar a relevância dos tribunais arbitrais e suas peculiaridades como: a não aceitação de recurso, a rapidez da resolução de conflitos e do cumprimento da “pena”. Lemes (2008) ressalta, em seu artigo, sobre o aumento da cultura do uso da arbitragem no Brasil, o que percebemos neste caso, apesar de não ter sido causa ganha a favor do Brasil.
O caso de Pasadena representa difusão da arbitragem internacional pelo mundo e a necessidade de internacionalistas capacitados, que compreendam a arbitragem como meio viável que deve ser mais utilizado. Perdas sempre ocorrerão, mas elas podem ser evitadas e/ou mitigadas com profissionais que auxiliem os empresários e demonstrem as variadas formas de se solucionar um litígio. A Petrobrás, dada a relevância que possui no cenário internacional, não pode ser auxiliada com descaso, sem os devidos cuidados em seus contratos, para que perdas como esta e sentenças tão desfavoráveis não voltem a acontecer.

Referências
PETROBRÁS. Refinaria de Pasadena: esclarecimento à imprensa. Acessado em: 11/06/2014. Disponível em: <http://fatosedados.blogspetrobras.com.br/2012/07/12/refinaria-de-pasadena-esclarecimento-a-imprensa/>.
LEMES, Selma Ferreira. Estudos em Arbitragem, Mediação e Negociação. Vol 3. André Gomma de Azevedo (org.). Brasília - DF: Grupos de Pesquisa, 2004.

EXAME. As 50 maiores Estatais do Brasil. Acessado em: 11/06/2014. Disponível em: < http://exame.abril.com.br/negocios/noticias/as-50-maiores-estatais-do-brasil>.

OPORTO, Silvia F.; VASCONCELLOS, Fernando. Arbitragem Comercial Internacional. Acessado em: 09/05/2014. Disponível em: <https://attachment.fbsbx.com/file_download.php?id=645062792249460&eid=ASsSTfBAgDAGpw4YiMkeu-Pox2ZqlBs-99vyWGIwinTiAaUnPfWp6_iwxjCHVLqm8Vs&inline=1&ext=1402671582&hash=ASvJ7vhuMVrhLZww>.



quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Fórum Econômico Mundial: Perspectivas para a Economia Mundial

Joscilene Siqueira
Acadêmica do 5º semestre de Relações Internacionais da UNAMA

           

            O Fórum Econômico Mundial (World Economic Forum) é uma organização sem fins lucrativos. Nela ocorre uma reunião todo final de Janeiro em Davos, na Suíça, desde sua primeira secção em 1971 quando foi fundado por Klaus Schwab (professor de administração na Suíça que lidera até hoje a organização). Até 1987, a organização foi chamada de Fórum Gestão Europeu, pois recebia recursos de indústrias européias com a função de introduzir as empresas da região nas práticas de gestão americanas. Atualmente é patrocinada por empresas-membro que são destaque nos países.
            Nesse sentido, o nome do Fórum foi mudado para que este pudesse tratar de assuntos internacionais e assim buscar soluções para problemas ambientais, de saúde e da economia mundial, os quais continuam na pauta dos objetivos das reuniões até hoje. No ano de 2014 tivemos a participação da presidente Dilma Rousseff que junto a mídia, ONGs, políticos, empresários, líderes religiosos e também a própria população internacional – que pode participar através de meios de comunicação estabelecidos pelo Fórum –, ajudou a traçar soluções no âmbito da economia mundial.
            De 22 a 25 de Janeiro ocorreu o Fórum Econômico Mundial de 2014, com a presença de 40 chefes de Estados, onde eles puderam propor debates sobre variados assuntos. Em virtude desses debates foram colocados vários pontos importantes no âmbito internacional, tendo destaque a desigualdade social, tanto entre ricos e pobres, como também ente homens em mulheres as quais ainda possuem dificuldades para conseguir lugares de gestão.
A participação da presidenta Dilma Rousseff foi moldada em defender que as economias emergentes irão continuar crescendo, com promessas de combater a inflação no país, de abertura a investimentos privados, entre outros. Apesar de a presidenta ter feito um bom discurso, a grande maioria da platéia espera muito mais do que apenas um discurso e sim ações e atitudes que comprovem o que ela disse.
            Sobre as perspectivas para economia mundial, a diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde afirma que, apesar do Euro estar com a inflação de 0,8% a baixo da meta que é de 2%, isso pode ser prejudicial ao bloco econômico da União Europeia. O presidente do Banco Central Europeu Mario Draghi já diz estar tudo sobre controle, pois o país está vindo de uma crise e isso já era previsto em sua inflação, além disso prevê um crescimento mundial de 3,7% para o ano de 2014, diferenciando só 0,1% do valor previsto no fórum do ano passado.
            Por isso, os ares que estão rodando a economia mundial são positivos em geral para todos os países. Os Estados Unidos da América poderá ser o principal país a crescer esse ano e a Europa após 5 anos de crise, possivelmente agora voltará a crescer economicamente. Em relação à Economia mundial, atrelada às praticas de crescimento sustentável, estarão cada vez mais fortes, pois o mundo já se conscientizou que investir em praticas sustentáveis é um bom negocio, por os desastres naturais também provocarem impactos econômicos e na buscar por resolver esses impactos encontramos oportunidades e soluções para superar a mudança climática.
Entretanto, no fórum foi relatado que os BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) não estariam cumprindo com grande eficácia esse molde de economia e meio ambiente, mostrando assim modestos avanços. Porém no fórum, onde o foco de discussão eram os BRICS, eles afirmaram que estariam sim fazendo esforços em prol desse objetivo e a China relatou que o país está caminhando para o crescimento sustentável reduzindo a taxa do crescimento de exportações em ativos fixos, além de estimular o consumo interno através do aumento da produtividade. Já a Índia espera crescer nesses próximos três anos com a alavancada que todos estão esperando da economia mundial. E a Rússia está investindo 40 bilhões em infraestrutura, incluindo os cuidados com o meio ambiente. Por fim, o Brasil está focando em investimento interno da infraestrutura do país também não deixando de associar economia e meio ambiente.


O Fórum Econômico Mundial tem como diferencial não ser apenas uma organização que atrai políticos e OIGs, mas também variados tipos de representantes, por exemplo, os religiosos, que são importantes para expressar os variados tipos de opiniões sobre assuntos que afetam todo o cenário internacional. Portanto, o Fórum vai continuar abordando assuntos triviais para as Relações Internacionais como o meio ambiente, atrelado à economia mundial, para assim os países crescerem sem destruir o meio ambiente, pois é a isso que está ligado a sobrevivência mundial.


Referências

SCHWAB, Klaus. The World Economic Forum: A Partner in Shaping History the First 40 Years. Davos: World Economic Forum, 2009

WASSERMAN, Rogerio. Em Davos, Dilma faz discurso sob medida, mas plateia espera ações concretas. Acessado em: 02/02/2014. Disponível em: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2014/01/140124_dilma_discurso_davos_rw.shtml

G1.Painel debate o futuro dos Brics no Fórum Econômico Mundial, em Davos.Acessado em: 02/02/2014. Disponível em: http://g1.globo.com/globo-news/noticia/2014/01/painel-debate-o-futuro-dos-brics-no-forum-economico-mundial-em-davos.html


quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Espionagem. Vale a pena?



Paulo Victor Rodrigues
Acadêmico do 6º semestre de Relações Internacionais da UNAMA.



Desde que o ex-funcionário da Agência de Segurança Americana (NSA, sigla em inglês) liberou documentos secretos sobre práticas de espionagem, as polêmicas e novidades acerca desse assunto não desaparecem das manchetes dos veículos de comunicação mundial.
Susilo B. Yudhoyono (Presidente Indonésio)
A mais recente descoberta, graças aos documentos de Snowden, foi de que a Austrália vigiou ligações telefônicas do presidente Indonésio, Susilo Bambang Yudhoyono, em 2009, além da primeira-dama e ministros daquele país.
Assim que a notícia veio a público houve manifestação por parte de Jacarta (capital da Indonésia). Uma delas foi a retirada de seu embaixador da Austrália. As relações bilaterais entre os dois países ficaram abaladas, como, por exemplo, uma empresa indonésia estatal que decidiu suspender as negociações com pecuaristas australianos, citando problemas de confiança entre os vizinhos.
 Manifestações populares contra a espionagem ocorreram massivamente na Indonésia, principalmente na frente da embaixada australiana, gerando alerta de tensões políticas e agitação civil aos australianos em viagem para o país asiático.
Tony Abbott (Primeiro Ministro Australiano)
Ainda houve a suspensão da cooperação com a Austrália nos domínios militar, dos serviços de informações e do controle da imigração. O Primeiro Ministro australiano, Tony Abbott, afirmou que seu país tem "profundo respeito pela Indonésia, pelo seu Governo e pelo seu povo", porém tratou o assunto da espionagem como um meio de proteger seu país e que (os demais) não deveriam esperar pedidos de desculpas.
A prática da espionagem não é exclusiva do nosso século, caracterizado pela tecnologia. Há séculos a espionagem é praticada entre Estados (especialmente durante as guerras) na busca de conhecimento sobre o que o seu ‘vizinho’ está fazendo, buscando ficar um passo a frente dele e obter vantagens.
Como modo de enxergar esse cenário temos a premissa Realista, de que vivemos em um sistema anárquico e conflituoso, onde não existe uma autoridade global, e os Estados sempre buscam impor seus interesses sobre os dos demais. Porém, ao olharmos para o sistema internacional atual, percebemos que o mesmo é caracterizado pela interdependência complexa entre os Estados, ou seja, um depende do outro e a “queda” de um (economicamente, por exemplo) afeta os demais.
Dessa maneira, há que ser pensado se, o que fizeram (e fazem) países como Estados Unidos e Austrália, que espionaram outros, vale realmente a pena? Parece que não, haja vista que apesar do frisson provocado pela polêmica, os dois países (Indonésia e Austrália) acordaram restaurar suas relações, através de um plano de seis pontos e o estabelecimento de uma “linha direta” de comunicação a fim de evitar futuros problemas diplomáticos, apresentado por Susilo Bambang Yudhoyono.
Tony Abbott e Susilo B. Yudhoyono
Percebe-se então que causar desentendimentos e tensões diplomático-econômicas em um mundo interdependente e abalado por uma forte crise financeira, onde os países desenvolvidos estão com crescimento lento ou estagnado, não seria uma boa alternativa, pois países, hoje, em desenvolvimento e emergentes (Indonésia, por exemplo) têm altas taxas de crescimento o que tem salvado a economia mundial.

Portanto, o mundo precisa de mais cooperação para que possamos superar o mais rápido possível os efeitos colaterais dessa crise, ao invés continuar com políticas imperialistas por parte dos países ricos, com destaque para os EUA, que ainda possuem a maior economia do mundo, assim como poderio militar, entretanto sua política hegemônica perdeu força, principalmente após o 11 de setembro e a Guerra do Iraque, isto é, a “era dos impérios” chegou ao fim e o mesmo não pode continuar agindo como se fosse a única potência mundial.  
      

Referências Bibliográficas: